• 28 de fevereiro de 2021

Cannabis como suplemento

 Cannabis como suplemento

Que a cannabis serve para uma série de condições, já sabemos. Mas será que ela pode ser vista também como um suplemento alimentar?

Já falamos aqui sobre o atleta olímpico Daniel Chaves, e a sua recente adoção à cannabis como suplemento.

O maratonista, que já precisou da planta para o tratamento de depressão, recentemente fez um teste para saber qual o melhor canabinoide para ajudá-lo a melhorar seu desempenho.

As moléculas encontradas na cannabis são um ótimo auxílio para atletas, pois melhora o sono, a atividade cerebral e ajudam na dor e inflamação.

 Então a cannabis pode ser usada como um suplemento?

Depois que a cannabis se mostrou eficaz para uma série de condições, inclusive na mente, era de se esperar que as pessoas começassem a vê-la como um suplemento.

Ela pode ser vista tabém como um suplemento nootrópico, que ajuda o cérebro em áreas como a memória, a aprendizagem e a função cognitiva, além dos benefícios mencionados acima.

Como funciona

O canabidiol (CBD), por exemplo, já é usado para o sono, humor, apetite e digestão. Agora, estudos recentes sobre doença de Huntington, uma condição hereditária no cérebro, mostraram que canabinoides como o tetrahidrocanabinol  (THC) podem proteger os neurônios.

As moléculas da cannabis foram consideradas neuroprotetoras, com o papel de retardar e até prevenir ações neurodegenerativas. É por isso que a cannabis ajuda a tratar Alzheimer, por exemplo.

Não é preciso pesquisar muito para ver que a cannabis é vista como um “macronutriente”, ou seja, tem bastante coisa que ajuda em várias áreas do organismo.

O cânhamo, derivado da cannabis de onde se extrai o canabidiol, é uma planta amplamente reconhecida por suas fibras.

Cerca de 30 gramas deste tipo de suplemento possui quase a metade da quantidade de proteínas, uma opção muito buscada por veganos em países onde ela é mais comum.

Ela também ajuda na digestão, principalmente das proteínas. Essa ajuda pode auxiliar diretamente na saúde e recuperação do organismo.

A sua ação antioxidante também é outro ponto positivo. Uma pesquisa feita pelas universidades de Córdoba e Dundee conseguiu demonstrar como os mecanismos de ação do CBD podem agir sobre a atividade antioxidante da pele.

Ele é capaz de atuar em diferentes células para liberar antioxidantes. Não é à toa que ela está sendo usada em tópicos para a pele.

Comercializada como suplemento lá fora

Suplementos à base da planta são vendidos de todas as formas. Em cápsulas, óleos e até dermocosméticos.

No Brasil, eles só podem ser comprados por importação. Um processo que pode demorar bastante, por causa da burocratização.

Lá fora, a venda da cannabis como suplemento é ainda maior que da cannabis como medicamentos. Países como Canadá, Colômbia e Suíça, já estão a anos luz.

Os Estados Unidos também. Suplementos de CBD são cada vez mais adotados pelas pessoas, que compram e importam sem restrições.

Tanto que Nutrition Business Journal (NBJ) estima que o mercado de suplementos à base de cânhamo alcançará US $2,8 bilhões até 2023.

Na Europa, o cenário da cannabis como suplemento também cresceu. Em partes, porque o uso da cannabis como remédio gera controvérsias até hoje.

Em Portugal, por exemplo, apesar de uma lei de cannabis medicinal, a planta como medicamento ainda não chegou às farmácias e as pessoas compram como suplemento para usá-la como remédio.

O foco principal da União está no cânhamo industrial, voltado para a ração de animais, indústria têxtil e materiais de construção.

Mas tudo depende de cada país. E a importação entre os integrantes da UE também não é restrita.

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Tainara Cavalcante

Jornalista e produtora de conteúdo no Cannalize. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.

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