• 25 de junho de 2022

Empresa de cannabis participa de evento sobre saúde suplementar pela primeira vez

 Empresa de cannabis participa de evento sobre saúde suplementar pela primeira vez

Foto: Cannalize

Um dos eventos mais importante do ramo,  discutiu sobre os principais desafios da saúde na transformação digital e como isso pode impactar o futuro. 

Nos dias 26 e 27 de abril, a Cannect participou do 13º Seminário da União Nacional de Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas). Dessa vez, o foco foi a Integralidade do Cuidado e Saúde Digital. 

O evento, que aconteceu em Belo Horizonte, é um dos mais importantes do ramo de saúde suplementar e reuniu diversos profissionais ligados ao tema, a fim de promover debates e provocações sobre o assunto. 

Participaram médicos, convênios, empresas e startups ligadas ao desenvolvimento desse mercado. E pela primeira vez, uma empresa de cannabis, a Cannect.

Foto: Cannalize

Cuidado com o paciente na era digital

Um dos assuntos mais abordados foi como integrar o cuidado com o paciente na esfera digital, cultura que é cada vez mais forte por causa do avanço da tecnologia. 

Um dos temas levantados em uma das palestras, foi a telemedicina. A prática passou a ser mais recorrente na pandemia, quando foi implementada por causa do isolamento social.

Mas parece que veio para ficar. Na última quarta-feira (27/04), a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1998/2020, que regulamenta a telemedicina. 

Agora, a proposta segue para a análise do Senado, mas a tendência é que seja aprovada o quanto antes.

Participação Cannect

O assunto foi, inclusive, comentado pelo Cofundador da Cannect, Fernando Domingues, que também é um dos desenvolvedores de outra empresa, a Conexa. 

Desde que foi fundada, a empresa já ajudou milhões de pessoas espalhadas por todo o país através da telemedicina, ligando pacientes de várias especialidades em um só lugar.

Cenário da Cannabis na Saúde Suplementar

Criada em paralelo ainda no ano passado, a Cannect também atua com a telemedicina, visto que o número de profissionais que prescrevem cannabis ainda é bem pequeno. 

De acordo com um levantamento de 2018, menos de 1% dos profissionais prescrevem produtos derivados da cannabis no Brasil. Os médicos ainda estão concentrados em São Paulo e no Rio de Janeiro, o que dificulta o acesso. 

Por isso, uma das missões da Cannect é tornar o acesso ao tratamento canábico mais acessível, o que pode ser realizado pela Telemedicina. 

“Já há evidências científicas suficientes, hoje a cannabis já é indicada para mais de 40 patologias”, ressaltou Domingues em uma das suas falas. 

Judicialização

No evento, a Cannect também conseguiu perceber algumas dores de planos de saúde relacionados à cannabis, como judicialização.

Com o crescimento do uso de tratamentos derivados da planta, o número de ações para o custeamento dos convênios médicos também têm subido.

Assunto que gera bastante dor de cabeça das operadoras, visto que, na maioria das vezes, o juiz estipula um tempo bem curto para o fornecimento do produto. 

Muitas até, mal sabem como conseguir comprar o óleo para o paciente.

De acordo com o Diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Maurício Nunes da Silva, esse crescimento pode levar até a uma incorporação no rol de produtos oferecidos pelos convênios.

“A gente tem um processo de incorporação de produtos bem robusto, com o foco na avaliação de tecnologia em saúde. Tudo leva a crer que ela pode ser incorporada pela agência, mas sempre a partir de uma avaliação técnica”, diz.

Tainara Cavalcante

Jornalista e produtora de conteúdo no Cannalize. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.

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