De acordo com um estudo dinamarquez apresentado em um congresso europeu de cardiologia, o uso medicinal da cannabis pode estar associado ao aumento de problemas cardiovasculares.
A pesquisa, coordenada pela médica Nina Nouhravesh, do Hospital Universitário Gentofte, investigou os efeitos secundários cardiovasculares do uso terapêutico da planta e arritmias no tratamento de dores crônicas.
Ainda de acordo com a pesquisadora, a dor crônica é um problema crescente. Desde o começo do século, as queixas aumentaram 10% entre pessoas com mais de 16 anos.
A associação foi uma forma de entender como a cannabis medicinal pode afetar o coração, uma vez que já há evidências sobre a relação com o uso recreativo.
A pesquisa foi realizada com quase cinco mil pessoas com uma idade média de 60 anos, sendo 63% mulheres. Eles foram acompanhados por 180 dias para entender como a cannabis poderia influenciá-los.
É importante ressaltar também que a maioria tinha algum problema de saúde, como câncer, artrite, dor nas costas, doenças neurológicas, dores de cabeça e outras condições.
O risco de sofrer arritmia foi de 0,86% nos consumidores de cannabis medicinal contra 0,49% dos que não consumiam. Ou seja, aqueles que aderiram ao tratamento canábico tinham 74% mais chances de desenvolver problemas cardiovasculares.
Por outro lado, a médica destacou que não se pode descartar o uso de outros analgésicos, o que também pode influenciar no resultado final. “Não podemos descartar que isto possa explicar a maior probabilidade de arritmias.”
Por outro lado, há estudos que também dizem que é possível tratar doenças do coração com a planta.
Um estudo publicado em um jornal de cardiologia mostrou que a cannabis pode ajudar pessoas com problemas de fibrilação atrial. A doença é caracterizada pelos batimentos cardíacos irregulares.
A pesquisa feita em 2017 analisou os dados de 24 mil pacientes com insuficiência cardíaca, mas que eram usuários de cannabis em um período de sete anos.
Eles compararam a mortalidade e o tempo de estadia no hospital das pessoas que utilizavam a planta e as que não utilizavam.
As conclusões foram que pacientes com insuficiência cardíaca, que assumiram fazer o uso da cannabis, eram menos propensos a morrer no hospital por causa da doença.
O tempo de internação do grupo também era menor. Por isso, as chances da Fibrilação Atrial se manifestar eram menores.
Outra pesquisa sobre a cannabis e o coração também está sendo feita no Incor (Instituto do Coração) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.
Aqui o objeto de estudo é sobre o uso do CBD (Canabidiol) em tratamentos de insuficiência cardíaca.
O objetivo da pesquisa é melhorar tanto a saúde clínica quanto psíquica dos 105 pacientes do instituto, que serão acompanhados por dois anos.
É importante ressaltar que qualquer produto feito com a cannabis precisa ser prescrito por um médico que poderá indicar qual o melhor tratamento para a sua condição.
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Tainara Cavalcante
Jornalista pela Fapcom (Faculdade Paulus de Comunicação) e pós graduanda na FAAP (Fundação Armando Alves Penteado) em Jornalismo Digital, atua como produtora de conteúdo no Cannalize, Dr. Cannabis e Cannect. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.
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