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Núcleo busca atuar na padronização da cannabis no Brasil 



13/10/2025


Um dos objetivos do novo núcleo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas é criar um método analítico para a padronização da cannabis

Núcleo busca atuar na padronização da cannabis no Brasil 

Núcleo busca atuar na padronização da cannabis no Brasil

Com um investimento de 16 milhões por parte do governo de São Paulo, o IPT (O Instituto de Pesquisas Tecnológicas) inaugurou o chamado Nutabes (Núcleo de Tecnologias Avançadas para Bem-Estar e Saúde Aplicados às Ciências da Vida). E entre as linhas de atuação, está o desenvolvimento analítico e o controle de qualidade de produtos à base de cannabis medicinal. 

Localizado na Cidade Universitária, em São Paulo, o espaço foi criado para impulsionar pesquisas em saúde humana, animal e ambiental, com um laboratório “multipropósito”. No caso da cannabis, a proposta é oferecer um método de confiança para análises químicas, microbiológicas, de óleos e princípios ativos. 

O projeto ainda aguarda aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para começar. Contudo, segundo Amanda Marcante, pesquisadora envolvida no programa, o laboratório já está parcialmente capacitado para padronizar canabinoides e terpenos. 

“A ideia é nos capacitar para realizar a caracterização de forma completa, desde a avaliação dos canabinoides, terpenos, microbiológicos até elementos potencialmente tóxicos”, afirma.

Padronização da cannabis na qualidade dos produtos 

Atualmente, as empresas de cannabis medicinal produzem o próprio certificado de análise, onde elas garantem a quantidade de canabinoides, terpenos e informam como a cannabis foi cultivada. 

 Porém, não há uma padronização. Enquanto algumas marcas informam apenas o teor de CBD (canabidiol) e THC (tetraidrocanabinol), por exemplo, outras também informam a quantidade de terpenos e a qualidade do solo.  

E quando falamos em associações, a história se repete, embora nem todas sequer fornecem um certificado de análise. “Pretendemos ser um laboratório acreditado, habilitado, e poder oferecer esse serviço”, diz a Amanda Marcante. 

 A pesquisadora ainda acrescenta que futuramente o serviço será voltado tanto para a indústria quanto para associações de pacientes, desde que estejam devidamente autorizadas.  

“Para esse projeto, existe a possibilidade de participação de associações devidamente autorizadas, com decisão judicial explícita para a produção e fornecimento, estamos em fase de aprovação do projeto na Anvisa”, explica Amanda.  

Núcleo busca atuar na padronização da cannabis no Brasill

Núcleo busca atuar na padronização da cannabis no Brasil

Outros estudos  

Além da cannabis, o Núcleo de Tecnologia Avançada também irá trabalhar na construção de outros tipos de tecnologias, como o Xenotransplante. Trata-se da utilização da engenharia genética para viabilizar transplantes de órgãos e tecidos entre diferentes espécies. Como porcos, por exemplo.  

Tanto que o núcleo criou até um biotério de suínos (pig facility) de alta tecnologia destinado à criação e manejo de animais geneticamente modificados para os transplantes.  

A gerente técnica do Nutabes, Helena Corrêa de Araújo Gomes, destaca que o núcleo foi concebido para acompanhar tendências globais e responder a demandas emergentes. “Com o Nutabes, o IPT amplia sua atuação em áreas de impacto direto na vida da população, como diagnóstico e prevenção de doenças, inovação terapêutica e saúde mental”, afirma. 

A atuação em Cannabis medicinal é considerada estratégica, especialmente diante da crescente demanda por produtos seguros e padronizados.  

 

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Tainara Cavalcante

Jornalista pela Fapcom (Faculdade Paulus de Comunicação) e pós graduada na FAAP (Fundação Armando Alves Penteado) em Jornalismo Digital, atua como produtora de conteúdo no Cannalize, Dr. Cannabis e Cannect. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.