O estudo inédito irá combinar o uso oral e tópico de três canabinoides para testar a cannabis para psoríase

Unila recruta voluntários para estudo com cannabis para psoríase
Recentemente a Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana) iniciou o recrutamento de voluntários para um estudo inovador que investiga o uso da cannabis no tratamento da psoríase vulgar.
O projeto, denominado CBDermis, é conduzido pelo LcP (Laboratório de Cannabis Medicinal e Ciência Psicodélica), em parceria com o CEM (Centro de Especialidades Médicas) de Foz do Iguaçu e a Associação Santa Cannabis.
A pesquisa terá duração de 120 dias e será dividida em dois períodos de 60 dias. No primeiro, os pesquisadores separarão os participantes em dois grupos.
Sendo assim, um utilizará creme tópico e o outro, óleo oral, ambos com proporção igual de três canabinoides: CBD (canabidiol), THC (tetrahidrocanabinol) e CBG (canabigerol).
No segundo período, todos os voluntários receberão a combinação das duas vias de administração. O acompanhamento clínico ocorrerá a cada 30 dias, com registros fotográficos das lesões e aplicação de questionários sobre qualidade de vida.
O objetivo principal é verificar a redução dos sintomas da psoríase, como inflamação, coceira e descamação. Além disso, o estudo avaliará a segurança das formulações, seus mecanismos de ação e o impacto no bem-estar psicológico dos pacientes.
A equipe responsável pela pesquisa é multidisciplinar. A mestranda em Biociências Emanuelly Krefta lidera o projeto, sob orientação do professor Fernando Santos, do curso de Medicina. Dessa forma, as avaliações clínicas ficarão a cargo do dermatologista Charles Nedel, no CEM. Essa composição garante rigor metodológico e acompanhamento integral dos participantes.
O diferencial do CBDermis está na abordagem simultânea das vias tópica e oral da cannabis no tratamento da psoríase. Algo inédito no Brasil e no mundo.
Embora existam estudos internacionais sobre o uso de canabinoides em doenças dermatológicas, nenhum comparou diretamente os efeitos dessas duas formas de aplicação.
Essa combinação permite resultados clínicos mais completos, ao mesmo tempo em que considera aspectos de saúde mental e qualidade de vida, reconhecendo o impacto psicossocial da doença.
Para participar, é necessário ter diagnóstico de psoríase vulgar leve a moderada, estar em tratamento estável há pelo menos três meses e ter entre 18 e 65 anos.
Pessoas com outras doenças dermatológicas inflamatórias ativas, cardiopatias graves, doenças hepáticas ou renais, histórico de psicose ou epilepsia, além de gestantes e lactantes, não poderão participar.
Ao todo, os pesquisadores selecionarão 40 pessoas. As inscrições estão abertas até o dia 31 de outubro e podem ser feitas por meio de formulário online ou pelo WhatsApp (45) 99827-8472.
Dessa forma, com essa iniciativa, a Unila reforça seu compromisso com a pesquisa científica e a inovação terapêutica, oferecendo novas possibilidades para quem convive com a psoríase.
O estudo representa um passo importante na busca por tratamentos mais eficazes e humanizados, utilizando o potencial da cannabis no tratamento da psoríase como ferramenta de transformação na vida dos pacientes.
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Tainara Cavalcante
Jornalista pela Fapcom (Faculdade Paulus de Comunicação) e pós graduada na FAAP (Fundação Armando Alves Penteado) em Jornalismo Digital, atua como produtora de conteúdo no Cannalize, Dr. Cannabis e Cannect. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.
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