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Fibromialgia reconhecida como PCD: o que muda no tratamento? 



23/08/2025


Fibromialgia reconhecida como PCD o que muda no tratamento 

Fibromialgia reconhecida como PCD o que muda no tratamento

A fibromialgia é uma condição que cada vez mais tem ganhado visibilidade no mundo todo. E não poderia ser diferente, afinal entre 2 a 22% da população mundial é acometida por pelas dores e diversos sintomas que reduzem significativamente a qualidade de vida de quem a possui.  

 No Brasil, a prevalência da doença varia entre 2,5 a 4,4% da população, sendo a segunda maior causa de doença reumatológica e uma das principais causas de dor e incapacidade no país. 

 Recentemente, por esse motivo, a fibromialgia tem ganhado reconhecimento crescente como deficiência no Brasil, para garantir aos pacientes dignidade, respeito e também acesso a benefícios significativos como cartões de passe livre intermunicipais e a criação de carteiras de identificação específica.  

 Esse reconhecimento, sancionado pela Lei 15.17G/25, prevê uma série de ações para trazer às pessoas que vivem com fibromialgia e doenças correlatas mais qualidade de vida e bem-estar biopsicossocial. 

A importância da mudança 

 Quem tem fibromialgia vive diariamente com dores generalizadas, fadiga persistente, disfunções cognitivas e outros sintomas que afetam negativamente a performance física e emocional, o que pode reduzir o desempenho em diversas atividades e restringir a participação dessas pessoas na sociedade. Por isso, a inserção dessa condição como uma deficiência, é muito importante. 

 Isso não significa que todos os pacientes com fibromialgia serão automaticamente considerados PCD (Pessoa com Deficiência), mas sim, que a condição passa a ser avaliada de acordo com o impacto funcional que provoca, afinal, é uma condição clínica que pode se manifestar de formas e intensidades diferentes para cada indivíduo.  

 Então, é de extrema relevância que se possa enxergar que, embora invisível aos olhos, os sintomas da fibromialgia podem trazer muitos prejuízos na qualidade de vida de todos. E também, combater os estigmas que sempre vem acompanhados com essa condição, educando a população e os profissionais da saúde de que se trata de uma síndrome complexa que exige acompanhamento contínuo e políticas públicas de apoio. 

 Mas e o que muda de fato no tratamento com esse reconhecimento? 

 O reconhecimento da fibromialgia como PCD reforça que o tratamento para essa condição deve ser multidisciplinar e realizado de forma longitudinal, acompanhando esse paciente de forma contínua e integral.  

Ou seja, é preciso diagnosticar de forma precoce e criteriosa os pacientes com fibromialgia e estabelecer um plano terapêutico abrangente. 

 Se antes a fibromialgia era muitas vezes tratada com descrédito por médicos e profissionais da saúde, sendo interpretada como “exagero” ou apenas uma questão emocional, com o enquadramento como PCD, há um incentivo para que os profissionais da saúde e, principalmente, a classe médica reconheça a limitação real que essa síndrome pode gerar.

Assim, adotando abordagens integradas que combinem medicamentos, alopáticos tradicionais eaqueles com produtos à base de cannabis, terapias complementares, fisioterapia, acompanhamento psicológico e ajustes de estilo de vida. 

 No fim, a medida representa mais dignidade, acesso e visibilidade para quem convive com fibromialgia, e um passo para que os profissionais da saúde possam enxergar essa condição com a seriedade que ela merece e, assim, auxiliar no alívio das dores que a acompanham. 

Sobre as nossas colunas

As colunas publicadas na Cannalize não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem o propósito de estimular o debate sobre cannabis no Brasil e no mundo. Além de de refletir sobre diversos pontos de vista sobre o tema.​

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Jessica Durand

Médica graduada pela Universidade Cidade de São Paulo, pós-graduada em Medicina Esportiva pelo Instituto Vita e em Cannabis Medicinal pela Unyleya. Possui certificação internacional em terapias à base de cannabis pela Green Flower. Atleta amadora, enxerga na prática clínica o potencial da cannabis medicinal na qualidade de vida e bem-estar dos pacientes, com foco especial em praticantes de atividades físicas e atletas amadores, semiprofissionais ou profissionais. Compõe o núcleo de medicina esportiva da Gravital, atuou como consultora de assuntos médicos do Atleta Cannabis.