A dor crônica é uma condição que afeta o funcionamento dos sistemas nervoso central e imunológico, além de fatores emocionais e comportamentais.
Descubra quais dores crônicas a cannabis medicinal pode tratar, quais são os resultados esperados para cada condição e quando seu uso é recomendado.

Mulher com dores crônicas
A dor crônica é uma condição que afeta o funcionamento dos sistemas nervoso central e imunológico, além de fatores emocionais e comportamentais.
Por conta dessa combinação, é comum que pessoas que sofram com dores crônicas, sofram com dores persistentes, piora da qualidade do sono, ansiedade, depressão e maior sensibilidade à dor.
Os tratamentos atuais são feitos com a administração de opioides, antidepressivos, anticonvulsivantes.
Entretanto, a medicina tem observado efeito limitado e relatos de efeitos colaterais persistentes por parte dos pacientes.
Nesse cenário de pouca efetividade dos tratamentos convencionais que a cannabis medicinal surge como uma alternativa para o tratamento de dores crônicas.
Confira o nosso guia e descubra quais são os tipos de dores crônicas que a cannabis medicinal pode tratar.
A dores crônicas tem como principais características as dores persistentes e causarem mudanças estruturais e funcionais no corpo humano, principalmente no sistema nervoso.
Isso quer dizer que, conforme a dor persiste, o organismo de uma pessoa com dores crônicas deixa de entender a dor como um sinal de alerta para:
O principal responsável pela dor crônica é o que a medicina define como sensibilização central. Na prática, isso quer dizer que tanto o cérebro quanto a medula espinhal estão codificando o estímulo da dor de maneira exagerada. Por causa disso:
Entre as consequências da hipersensibilização estão: dores causadas por estímulos leves, dores leves se tornam graves e o surgimento de dores sem causa identificada.
Em pacientes com dor crônica, o mecanismo de controle da intensidade da dor falha, deixando as dores mais intensas.
Por exemplo, em uma pessoa saudável, sempre que há um alerta de dor, o cérebro libera substâncias que bloqueiam sinais dolorosos e modulam a intensidade da dor.
Com o passar dos anos, esse mecanismo de defesa do corpo vai se enfraquecendo e para de funcionar como deveria. Em virtude disso:
Vale lembrar que as dores crônicas não afetam somente a parte física dos pacientes, mas também causam problemas emocionais e atrapalham o bom funcionamento do cérebro.
Por exemplo, o estresse crônico é responsável pelo aumento dos pontos de inflamação no corpo, manter o sistema de alerta de dor ativado constantemente e potencializar os sinais de dor.
As dores crônicas influenciam também a qualidade do sono o que, por consequência, reduz capacidade de recuperação, diminui tolerância à dor e aumenta a sensação de fadiga ao longo do dia.
Com relação à qualidade do sono, é possível identificar um ciclo infinito que piora a qualidade de vida do paciente. Esse ciclo é: dor → piora o sono → aumenta a dor → piora ainda mais o sono.
Por fim, temos dores crônicas associadas à quadros de ansiedade e depressão. Nesse caso, essas doenças influenciam ao aumentar foco na dor, redução da resistência emocional e ampliação do sofrimento
Em pacientes com a saúde mental fragilizada, os sintomas de dor crônica são:
Por conta disso, as dores se tornam mais difíceis de ignorar, limitando as tarefas diárias.

Enxaqueca é considerada dor crônica
Há uma grande variedade de dores crônicas em a cannabis medicinal pode ser usada como coadjuvante para aliviar os sintomas da doença. Conheça aquelas em que a extrato da planta tem obtido mais sucesso.
A dor neuropática é uma doença caracterizada por lesões ou disfunções no sistema nervoso. Isso faz com que o organismo envie ao cérebro sinais ininterruptos de dor. Entre as principais condições neuropáticas, estão:
A fibromialgia é o melhor exemplo de dor crônica de sensibilização central, onde o cérebro codifica sinais de dor mesmo quando o organismo não está em perigo. Os principais sintomas são:
Como o próprio nome sugere, esse tipo de dor crônica está associado diretamente a inflamações persistentes no organismo. Alguns exemplos são:
Uma das dores crônicas mais comuns é a musculoesquelética que atinge, simultaneamente, articulações, ossos e músculos. Normalmente. ela aparece na região da coluna (cervical e lombar) e no incômodo muscular persistente.
Enxaqueca e cefaleia são dores crônicas que comprometem a rotina e o bem-estar do paciente. Os sintomas mais comuns são: sensibilidade à luz, náuseas e dor intensa acima dos olhos.
As dores crônicas oncológicas são reflexo de tumores cancerígenos ou efeitos colaterais de tratamentos oncológicos. Entre as variações mais comuns, estão:
Condições crônicas que geram espasmos persistentes estão relacionadas a questões neurológicas ou musculares. Entre as doenças características essa categoria, nós encontramos:
Artrose, neuropatia e desgaste da coluna estão na lista das principais dores crônicas na terceira idade, que afetam a qualidade de vida de idosos que já possuem a saúde debilitada, na maiora dos casos.
Os tratamentos convencionais para dor crônica tratam a condição de forma isolada e não como se fosse um problema sistêmico que afeta diversas áreas do corpo humano simultaneamente. Nesse cenário, as principais terapias são:
Em virtude dessa abordagem segmentada no tratamento de dores crônicas é que os pacientes sofrem mais com efeitos colaterais e não encontram alívio, mesmo tomando uma grande variedade de medicamentos todos os dias.
A cannabis medicinal surge como uma opção complementar para o tratamento de pacientes com dores crônicas. E o principal para esse protagonismo é a abordagem sistema que o extrato da planta oferece.
Isso significa que a cannabis medicinal atua diretamente nos sistemas relacionados à dor crônica, ou seja, CDB age, ao mesmo tempo, nos sistemas nervoso, imunológico e endócrino.
O que faz da cannabis medicinal uma grande aliada no tratamento de dores crônicas é a sua associação direta com o sistema endocanabinoide (SEC). Esse sistema presente no organismo humano é responsável por:
O canabidiol é o principal componente da cannabis medicinal usado como coadjuvante no tratamento de dores crônicas, uma vez que o canabinoide é capaz de reduzir os efeitos colaterais do paciente durante o tratamento.
O uso do CDB é recomendado com dores crônicas inflamatórias, ansiedade ou relacionadas ao estresse. A substância é capaz de:
O THC também pode ser usado de maneira complementar em tratamentos de dores crônicas. No entanto, a prescrição exige um cuidado maior por parte do médico, afinal, pode ser uma substância psicoativa, ela pode potencializar os efeitos colaterais dos medicamentos tradicionais.

tabela comparacao tratamento dor cronica
A cannabis pode ajudar principalmente em três tipos de dor crônica: neuropática, inflamatória e nociplástica.
Não. A eficácia depende do mecanismo da dor.
A dor com melhor resposta é a dor neuropática, que envolve os nervos. Esse tipo de dor costuma responder melhor porque a cannabis atua diretamente no sistema nervoso.
Sim, pode ajudar no controle da dor difusa, redução da ansiedade e melhorar a qualidade do sono.
Pode ajudar sim, principalmente quando o incômodo envolve tensão muscular, inflamação e compressão nervosa.
Sim, pode ser usado como coadjuvante ao tratamento convencional.
Não. A cannabis medicinal deve ser usada como complemento aos remédios tradicionais, já que o objetivo é controlar os efeitos colaterais.
Não. A cannabis é um tratamento de controle de sintomas, não de cura.
Depende da forma de uso e do organismo:
Sim. A cannabis medicinal é uma opção para reduzir sintomas de artrose, dor na coluna, neuropatia e qualidade do sono.
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Rodrigo Svrcek
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