O conceito “dignidade para famílias autistas” aborda questões como acesso adequado à tratamentos, inclusão social, apoio estrutural e respeito à neurodivergência.
Aprenda o que significa a dignidade para famílias autistas, os principais desafios e o que precisa mudar para garantir a qualidade de vida do paciente.

Cuidar de uma criança autista deve ser responsabilidade de toda a sociedade.
O conceito “dignidade para famílias autistas” aborda questões como acesso adequado à tratamentos, inclusão social, apoio estrutural e respeito à neurodivergência.
O objetivo é garantir que a pessoa autista e a sua família tenham amplo acesso aos tratamentos adequados, qualidade de vida, segurança e autonomia para as tarefas do dia a dia.
Uma das principais dúvidas de mães atípicas é: Como criar meu filho com dignidade em uma sociedade que ainda não está preparada para ele? Para ajudar você a compreender a realidade de famílias atípicas, nós preparamos um conteúdo completo.
A dignidade de uma família atípica começa com o entendimento de que o autismo não é uma doença, é uma condição de neurodivergência.
Nesse contexto, neurodivergência é uma forma diferente de funcionamento do cérebro humano. Ou seja, uma pessoa autista percebe, processa e interage com o seu entorno de uma maneira diversa, se comparado com pacientes sem essa condição.
Compreender e respeitar essa diferença de entendimento do mundo é essencial para a promoção da dignidade e da qualidade de vida da pessoa autista e da sua família. Esse entendimento é essencial para:
De acordo com o Dr. Jairo Coutinho, psiquiatra com especialização em saúde mental e cannabis medicinal, TEA não é uma doença. Para ele:
“A neurodivergência ou neurodiversidade é outro tipo de conceito. É um conceito que reconhece que existem pessoas que têm comportamentos diferenciados e no modo de se relacionar na vida”, disse.
O sofrimento das famílias atípicas está entre os pilares quando falamos sobre dignidade de pacientes autistas.
Esse sofrimento está relacionado com a preocupação contínua com o bem-estar da criança e, principalmente, na sensação de estar sempre em alerta.
Para muitas famílias, viver o autismo significa lidar com um nível de responsabilidade e carga emocional que extrapola o cuidado tradicional, o que exige uma atenção permanente a situações intensas e imprevisíveis.
Há uma série de situações cotidianas que afetam a dignidade de toda a família e do entorno de uma paciente autista. Entre as mais comuns estão:
Uma frase que ilustra bem a desgastante rotina de uma família atípica é: O que vai acontecer com meu filho quando eu não estiver mais aqui?
Esse é um reflexo da dificuldade que as famílias encontram para conseguir terapias adequadas, profissionais qualificados para tratar o autismo, garantir o tratamento contínuo e estruturar uma rotina que contemple as necessidades terapêuticas.
Apesar dos avanços da medicina e o reconhecimento dos direitos da pessoa com Transtorno do Espectro Autista, o acesso ao tratamento e a inclusão ainda estão longe do ideal.
Entre os principais obstáculos encontrados pelas famílias de pessoas com autismo em busca de cuidados e tratamentos contínuos, estão:
As dificuldades apontadas acima não só impactam na dignidade de famílias de pacientes autistas. Afinal, terapias fragmentadas podem comprometer o desenvolvimento do paciente e o avanço do tratamento.
A inclusão é uma questão central quando se fala sobre a dignidade de famílias de pacientes com TEA.
A escola, que deveria ser um vetor potencializador da inclusão social, ajudando o aluno a desenvolver habilidades sociais, cognitivas e emocionais.
Entretanto, o ambiente escolar tem falhado em oferecer o suporte necessário para alunos especiais, seja por falta de estrutura ou profissionais especializados.
Em um contexto ideal, a escola deveria ser um ambiente em que crianças autistas consigam aprender as lições em sala de aula e a se relacionar com pessoas fora do espectro autista. Para isso acontecer, a escola ideal deve promover:
Entretanto, no Brasil esse cenário ideal está longe da realidade de muitas famílias atípicas. Entre os principais obstáculos para a garantia da dignidade de pessoas autistas e suas famílias, temos:
Por causa das limitações das escolas tradicionais para adaptação e acolhimento, é comum que alunos com TEA sofram com:
Quando o assunto é dignidade de famílias de pacientes autistas, é essencial compreender que a sociedade tem um papel fundamental sobre a qualidade de vida da pessoa com TEA.
Apesar das mães e pais de crianças autistas assumirem todo o cuidado com a qualidade de vida dos filhos, o ambiente tem um impacto grande no desenvolvimento da criança.
Isso inclui sistemas de saúde, educação, políticas públicas e o comportamento da sociedade como um todo. Lembre-se: a dignidade não é construída de forma isolada, ela depende de um ecossistema que funcione.
A garantia da dignidade de pessoas com autismo e suas famílias está diretamente conectada com os seguintes agentes:
Para promover efetivamente a dignidade de famílias e rede de apoio de pacientes com TEA, o ideal é que cada a agente atue da seguinte maneira:
O poder público deve se dedicar a construir políticas públicas de longo prazo que zelem por:
No setor educacional, espera-se que haja a inclusão real de crianças portadoras de TEA Para isso, o ideal é que as escolhas ofereçam suporte individual dentro da sala de aula e capacitação contínua de professores e equipes.
O sistema de saúde, seja agentes particulares ou públicos, precisam atuar de maneira integrada e acessível. Isso corresponde a:
A sociedade tem um papel importante no suporte de pacientes com autismo. Mudanças culturais que ajudem a reduzir o preconceito e o fortalecimento da empatia coletiva, continuem para reduzir a carga emocional que as famílias de pessoas autistas carregam ao longo da vida.
E você, o que tem feito para a promoção da dignidade das famílias com Transtorno do Espectro autista?
Rodrigo Svrcek
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