A medicina psiquiátrica relatou um avanço recente quando pensamos no tratamento da depressão. Um estudo realizado pelo publicado na JAMA Network, relevou o resultado promissor com dose única de psilocibina.
Um estudo clínico robusto revela que uma única dose de psilocibina promove melhoras rápidas e duradouras contra a depressão.

Estudo com psilocibina se mostra promissão para tratamento de depressão
A medicina psiquiátrica relatou um avanço recente quando pensamos no tratamento da depressão. Um estudo realizado pelo publicado na JAMA Network, relevou o resultado promissor com dose única de psilocibina.
Um grupo de cientistas da Karolinska Institutet and the Brain Stimulation Clinic, da Suécia, comprovou que uma única dose de psilocibina pode induzir uma redução rápida, significativa e sustentada nos sintomas do Transtorno Depressivo Maior (TDM).
Esta descoberta reforça o papel da terapia assistida por psicodélicos como parte de uma nova abordagem na saúde mental desde o surgimento dos antidepressivos de segunda geração, na década de 1980.
A psilocibina é um composto químico natural que, ao ser ingerido, é metabolizado pelo fígado em psilocina.
No cérebro, a psilocina se liga fortemente aos receptores de serotonina 5-HT2A. Isso desencadeia um aumento súbito na neuroplasticidade, a capacidade do cérebro em criar novas conexões.
Além disso, a psilocibina tem a capacidade de desativar temporariamente a Rede de Modo Padrão (DMN), uma área cerebral que fica hiperativa em pacientes que sofrem com depressão e ansiedade, sendo responsável pelos pensamentos negativos repetitivos e ruminação.
Os tratamentos tradicionais para a depressão, como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), exigem a ingestão diária de comprimidos e costumam demorar de 4 a 6 semanas para demonstrar os primeiros efeitos.
Isso sem falar que, essas terapias costumam ser acompanhadas de efeitos colaterais como perda de libido, ganho de peso e apatia emocional.
Em comparação, o estudo clínico realizado com dose única de psilocibina demonstrou resultados melhores, levando em consideração o bem-estar dos pacientes. O que se apurou até agora, foi:
Para ajudar na compreensão da relevância do estudo, a Cannalize preparou uma tabela que compara os efeitos do tratamento com psilocibina e os antidepressivos tradicionais.

Comparação entre psilocibina e antidepressivos tradicionais
É um erro comum acreditar que a ingestão isolada ou recreativa do cogumelo seja o suficiente para curar a depressão crônica.
O estudo enfatiza que o medicamento foi administrado em um ambiente clínico controlado, seguindo o protocolo de Set and Setting que preconiza a preparação mental e o ambiente seguro.
Os pacientes passaram por sessões de integração e depois da experiência com psilocibina, sendo acompanhados por psicólogos treinados.
A psilocibina atuou abrindo uma “janela de oportunidade” plástica no cérebro, permitindo que o paciente ressignifique traumas e mude padrões de comportamento com muito mais facilidade durante a psicoterapia.
Não. Estudos farmacológicos demonstram que a psilocibina tem um potencial de abuso extremamente baixo e não causa dependência física. O corpo desenvolve tolerância rápida ao composto, o que impede o uso abusivo contínuo.
Não. Os ensaios clínicos possuem critérios rígidos de exclusão. Pessoas com histórico pessoal ou familiar de condições psicóticas como esquizofrenia ou transtorno bipolar tipo 1, não devem utilizar a substância, devido ao risco de surtos psicóticos.
Em países como a Austrália e estados americanos como o Oregon e o Colorado, o uso médico e terapêutico da psilocibina já é regulamentado. Em outras partes do mundo, o medicamento avança nas fases finais de testes regulatórios para aprovação em larga escala.
Rodrigo Svrcek
Inscreva-se grátis na nossa Newsletter!
Bioplásticos de CBD: o próximo grande mercado do cânhamo
CBCM: psiquiatra destaca red flags no uso de psicodélicos
A estratégia de Allan Paiotti para o futuro da cannabis
Estudo: Cannabis estava no cotidiano do período neolítico
Nos EUA, bafômetro de THC quer detectar cannabis no hálito
A OMS reconhece o uso medicinal da cannabis?
Copyright 2019/2023 Cannalize – Todos os direitos reservados
Solicitação de remoção de imagem
Termos e Condições de Uso