Conheça cinco artistas brasileiros que transformaram sua relação com a cannabis em marcas, projetos e iniciativas, de Badauí a Marcelo D2.

Badauí se junta a artistas que investem em cannabis. Foto: Isabela Campos/ Divulgação
O mercado brasileiro de cannabis ganhou mais um nome conhecido da música. Badauí, vocalista do CPM 22, lançou sua primeira linha de produtos à base de cannabis em parceria com a Redwood Reserves. Com isso, tornou-se o artista mais recente a transformar sua relação com a planta em um projeto comercial.
Paciente de cannabis medicinal há anos, Badauí estreia no segmento com dois produtos: a gummy de THC 25 mg e o Buzz Drops, uma fórmula líquida de Delta-9 isolado com nanotecnologia, sem sabor e de absorção mais rápida.
Os produtos chegam às plataformas de venda autorizadas nos Estados Unidos com embalagens assinadas sob o selo “Badauí Signature”. A iniciativa é resultado da parceria entre o cantor e a Redwood Reserves, marca americana de cannabis medicinal.
Ao anunciar o lançamento, Badauí explicou que seu principal objetivo é ampliar o acesso à informação e ajudar a combater o preconceito em torno da cannabis medicinal.
“O mais importante mesmo é passar a informação correta, é desmistificar a planta, que essa é a minha luta de muitos anos. Fazer isso com produtos patenteados e com aval de médicos renomados traz uma credibilidade para a causa.”
No entanto, Badauí não está sozinho. Nos últimos anos, outros artistas brasileiros também decidiram transformar sua relação com a cannabis em produtos, marcas, associações e diferentes iniciativas.
Conheça cinco nomes que mostram como a cannabis vem conquistando espaço na música, no empreendedorismo e na saúde.

Muito antes da novidade envolvendo Badauí, Marcelo D2 já havia associado seu nome ao universo da cannabis.
Em 2022, o músico lançou uma linha de produtos voltada ao bem-estar de pessoas que convivem com insônia, estresse e ansiedade.
Na época, a Cannalize acompanhou o lançamento e entrevistou o artista. Durante a conversa, D2 falou sobre sua relação de décadas com a cannabis e destacou a importância de ampliar o acesso à informação de qualidade.
Leia também: “Mente aguçada, mermão!”: Cannalize entrevista Marcelo D2
Para o rapper, a planta sempre esteve ligada à criatividade. Com o passar dos anos, porém, ela também passou a fazer parte de sua rotina de cuidados com a saúde. Por isso, sua entrada no setor refletiu essa mudança de percepção e aproximou a cannabis do bem-estar e da qualidade de vida.
Ice Blue lança programa de saúde com CBD a preço acessível – Foto: Divulgação
Outro artista que decidiu investir no setor foi Ice Blue, integrante dos Racionais MC’s.
O rapper lançou uma marca própria de produtos à base de CBD após conhecer de perto os benefícios terapêuticos dos canabinoides.
Segundo ele, a iniciativa nasceu para oferecer produtos de qualidade e incentivar uma conversa mais aberta sobre os usos medicinais da cannabis.
Dessa forma, Ice Blue passou a integrar um grupo ainda pequeno de artistas brasileiros que decidiram investir diretamente em marcas ligadas ao segmento.

Baixista do Natiruts se despede da banda e assume associação de cânhamo – Foto: Divulgação
A trajetória de Luís Maurício, ex-baixista do Natiruts, seguiu um caminho diferente.
Em vez de lançar uma linha de produtos comerciais, o músico decidiu atuar diretamente na ampliação do acesso à cannabis medicinal.
Após deixar a banda, ele passou a se dedicar ao cultivo de cânhamo e fundou a Associação Brasileira da Cannabis e Cânhamo Industrial, uma associação voltada para promover o uso responsável e legal da planta no Brasil
Assim, sua iniciativa mostra que a participação de artistas no setor também pode acontecer por meio de projetos de impacto social. Além disso, fortalece o movimento associativo e amplia o acesso ao tratamento.

Filipe Ret também decidiu transformar sua relação com a cannabis em um negócio.
Ao contrário dos artistas que concentraram seus projetos na cannabis medicinal, o rapper direcionou sua iniciativa ao mercado legal da Califórnia, nos Estados Unidos.
Em 2021, ele lançou a Ret Kush, uma variedade de cannabis desenvolvida para consumidores do estado norte-americano, onde a comercialização da planta é regulamentada.
Embora o projeto esteja inserido em um contexto diferente do mercado brasileiro, ele demonstra que artistas nacionais também passaram a enxergar oportunidades em um setor que cresce em diferentes partes do mundo.
As iniciativas de Badauí, Marcelo D2, Ice Blue, Luís Maurício e Filipe Ret mostram que não existe um único caminho para atuar no universo da cannabis.
Alguns escolheram lançar produtos com seus próprios nomes. Outros criaram marcas, fundaram associações ou investiram em mercados internacionais. Ainda assim, todos contribuíram para ampliar a visibilidade do tema e mostrar que a cannabis ocupa espaços cada vez mais diversos.
Mais do que uma tendência entre artistas, essas iniciativas refletem o amadurecimento de um setor que cresce à medida que a informação de qualidade substitui antigos estigmas.
Hoje, a cannabis está presente em debates sobre saúde, empreendedorismo, inovação e acesso a tratamentos. Ao mesmo tempo, histórias como essas ajudam a mostrar que o tema faz parte da vida real de um número cada vez maior de brasileiros.
Lucas Panoni
Jornalista e produtor de conteúdo na Cannalize. Entusiasta da cultura canábica, artes gráficas, política e meio ambiente. Apaixonado por aprender.
Inscreva-se grátis na nossa Newsletter!
Festival Híbrido abre inscrições para salão de arte psicodélica
Universidade brasileira lança estudo com cannabis para TDAH com adolescentes
Justiça autoriza ABRACE a ampliar acesso a flores
Conheça a nova percepção dos norte-americanos sobre a cannabis
Conheça o Exilby: o primeiro analgésico à base de cannabis
Dose única de psilocibina cura depressão? Saiba o que diz estudo sueco
Copyright 2019/2023 Cannalize – Todos os direitos reservados
Solicitação de remoção de imagem
Termos e Condições de Uso