A morte de Preta Gil reascendeu o debate sobre o uso de terapias complementares no tratamento do câncer

Foto: Reprodução/Youtube
Neste domingo (20) a cantora e atriz Preta Gil faleceu aos 50 anos em Nova York. Ela lutava em tratamento contra um câncer no intestino desde de janeiro de 2023. Desde então, enfrentou cirurgia, quimioterapia, radioterapia e novas metástases em 2024.
Preta Gil recebeu tratamento experimental em um centro de referência, o Memorial Sloan Kettering, com a esperança de estender a remissão. Entretanto, sua condição se agravou rapidamente e ela acabou falecendo pouco antes de tentar retornar ao Brasil.
Ao longo de sua jornada, Preta Gil precisou desmentir boatos anteriores sobre sua morte enquanto ela ainda travava sua batalha contra o câncer. Boatos que infelizmente eram frequentes e disseminados pelas redes sociais.
Preta Maria Gadelha Gil Moreira nasceu em agosto de 1974 no Rio de Janeiro. Ela construiu uma carreira sólida no Brasil. Lançou o álbum Prêt‑à‑Porter em 2003, misturando samba‑funk e pop. Ela conquistou fãs com ativismo, humor e presença marcante no carnaval com o Bloco da Preta. Ao longo dos anos, se destacou como empresária e apresentadora.
Seu envolvimento em causas sociais e sua visibilidade permitiram que falasse sobre câncer, prevenção, autoestima e racismo. Ela enfrentou o câncer com coragem. Mesmo fragilizada, manteve entrevistas e mensagens públicas. Ela sempre defendeu o diagnóstico precoce. Disse que sinais como sangue nas fezes não deveriam ser ignorados.
Muitos estudos recentes mostram que a cannabis medicinal pode auxiliar pacientes oncológicos. O CBD (canabidiol), por exemplo, ameniza náuseas, melhora o apetite e alivia dores causadas pela quimioterapia.
Várias pesquisas e relatos de médicos brasileiros também indicam que o CBD pode reduzir sintomas de ansiedade, sem os efeitos adversos de medicamentos tradicionais. Ainda que não cure o câncer, ele auxilia na qualidade de vida durante o tratamento.
Além disso, pesquisas com THC (tetrahidrocanabinol) em pacientes com dor crônica e câncer mostram redução no uso de opioides e melhora na mobilidade e no bem‑estar geral.
Para quem enfrentou câncer colorretal, como Preta Gil, os efeitos colaterais da quimioterapia são severos. Náuseas, vômitos, perda de peso, fraqueza. A cannabis medicinal, por meio do CBD e, em alguns casos, do THC em baixas doses, pode aliviar esses sintomas.
Ela não trata o tumor em si, mas contribui para o conforto do paciente e ajuda a manter força para suportar os ciclos de tratamento.
Importante lembrar: cada caso é único. O uso da cannabis medicinal deve seguir orientação médica. Ela não substitui tratamento convencional. Ela atua como complemento paliativo. Mas pode fazer diferença para pacientes que enfrentam dores intensas ou rejeição a outras medicações.
A morte de Preta Gil,encerra uma história de luta, coragem e visibilidade. Ela enfrentou o câncer com transparência. Desmentiu fake news enquanto lutava. Compartilhou mensagens de alerta sobre saúde e diagnóstico precoce.
Preta Gil deixa uma mensagem importante: prevalece a necessidade de pesquisa, de acesso a tratamentos complementares e de empatia com pacientes oncológicos. Seu legado artístico e social segue vivo. Sua batalha reforça a importância de combinar ciência, cuidado e direitos do paciente.
É possível comprar cannabis no Brasil, mas apenas para fins medicinais e com receita. Você pode adquirir através de importações, nas farmácias e até por associações de pacientes.
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Redação
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