A dor crônica é uma condição que afeta o funcionamento dos sistemas nervoso central e imunológico, além de fatores emocionais e comportamentais.
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Saúde e Ciência

Saiba quais são as dores crônicas que a cannabis medicinal pode tratar



09/05/2026


Descubra quais dores crônicas a cannabis medicinal pode tratar, quais são os resultados esperados para cada condição e quando seu uso é recomendado.

Mulher com dores crônicas que a cannabis medicinal pode tratar

Mulher com dores crônicas

A dor crônica é uma condição que afeta o funcionamento dos sistemas nervoso central e imunológico, além de fatores emocionais e comportamentais.    

Por conta dessa combinação, é comum que pessoas que sofram com dores crônicas, sofram com dores persistentes, piora da qualidade do sono, ansiedade, depressão e maior sensibilidade à dor.  

Os tratamentos atuais são feitos com a administração de opioides, antidepressivos, anticonvulsivantes.  

Entretanto, a medicina tem observado efeito limitado e relatos de efeitos colaterais persistentes por parte dos pacientes.  

Nesse cenário de pouca efetividade dos tratamentos convencionais que a cannabis medicinal surge como uma alternativa para o tratamento de dores crônicas.  

Confira o nosso guia e descubra quais são os tipos de dores crônicas que a cannabis medicinal pode tratar. 

O que é dor crônica e por que é tão difícil tratar? 

A dores crônicas tem como principais características as dores persistentes e causarem mudanças estruturais e funcionais no corpo humano, principalmente no sistema nervoso.  

Isso quer dizer que, conforme a dor persiste, o organismo de uma pessoa com dores crônicas deixa de entender a dor como um sinal de alerta para:  

  • manter a dor ativa mesmo sem lesão; 
  • ampliar os estímulos normais da dor; 
  • perder a capacidade de “desligar” a dor. 

Sensibilização central

O principal responsável pela dor crônica é o que a medicina define como sensibilização central. Na prática, isso quer dizer que tanto o cérebro quanto a medula espinhal estão codificando o estímulo da dor de maneira exagerada. Por causa disso: 

  • neurônios ficam hiperexcitáveis; 
  • há aumento de transmissão de sinais de dor; 
  • o sistema imunológico perde filtros naturais. 

Entre as consequências da hipersensibilização estão: dores causadas por estímulos leves, dores leves se tornam graves e o surgimento de dores sem causa identificada.  

Falha nos mecanismos de controle da dor 

Em pacientes com dor crônica, o mecanismo de controle da intensidade da dor falha, deixando as dores mais intensas.  

Por exemplo, em uma pessoa saudável, sempre que há um alerta de dor, o cérebro libera substâncias que bloqueiam sinais dolorosos e modulam a intensidade da dor. 

Com o passar dos anos, esse mecanismo de defesa do corpo vai se enfraquecendo e para de funcionar como deveria. Em virtude disso:     

  • a dor escapa do controle; 
  • as dores ficam mais intensas; 
  • o corpo perde a capacidade de se regular. 

Dor crônica e o estado emocional e funcional do cérebro  

Vale lembrar que as dores crônicas não afetam somente a parte física dos pacientes, mas também causam problemas emocionais e atrapalham o bom funcionamento do cérebro.  

 Por exemplo, o estresse crônico é responsável pelo aumento dos pontos de inflamação no corpo, manter o sistema de alerta de dor ativado constantemente e potencializar os sinais de dor. 

As dores crônicas influenciam também a qualidade do sono o que, por consequência, reduz capacidade de recuperação, diminui tolerância à dor e aumenta a sensação de fadiga ao longo do dia.  

Com relação à qualidade do sono, é possível identificar um ciclo infinito que piora a qualidade de vida do paciente. Esse ciclo é:  dor → piora o sono → aumenta a dor → piora ainda mais o sono.  

Por fim, temos dores crônicas associadas à quadros de ansiedade e depressão. Nesse caso, essas doenças influenciam ao aumentar foco na dor, redução da resistência emocional e ampliação do sofrimento  

Em pacientes com a saúde mental fragilizada, os sintomas de dor crônica são:  

  • aumento do foco na dor; 
  • redução da resistência emocional; 
  • Intensificação do sofrimento. 

Por conta disso, as dores se tornam mais difíceis de ignorar, limitando as tarefas diárias.  

Dores crônicas que a cannabis medicinal pode tratar 

enxaqueca é um tipo de dor crônica que a cannabis pode tratar

Enxaqueca é considerada dor crônica

 

Há uma grande variedade de dores crônicas em a cannabis medicinal pode ser usada como coadjuvante para aliviar os sintomas da doença. Conheça aquelas em que a extrato da planta tem obtido mais sucesso.  

1. Dor neuropática 

dor neuropática é uma doença caracterizada por lesões ou disfunções no sistema nervoso. Isso faz com que o organismo envie ao cérebro sinais ininterruptos de dor. Entre as principais condições neuropáticas, estão:  

  • neuropatia diabética; 
  • dor pós-quimioterapia; 
  • hérnia de disco com compressão nervosa; 
  • neuralgias. 

2. Fibromialgia

fibromialgia é o melhor exemplo de dor crônica de sensibilização central, onde o cérebro codifica sinais de dor mesmo quando o organismo não está em perigo. Os principais sintomas são:  

  • dor em diversas partes do corpo; 
  • fadiga; 
  • sono não reparador; 
  • ansiedade. 

2. Dores inflamatórias crônicas

Como o próprio nome sugere, esse tipo de dor crônica está associado diretamente a inflamações persistentes no organismo. Alguns exemplos são:   

  • artrite reumatoide; 
  • artrose; 
  • lúpus. 

4. Dor musculoesquelética crônica 

Uma das dores crônicas mais comuns é a musculoesquelética que atinge, simultaneamente, articulações, ossos e músculos. Normalmente. ela aparece na região da coluna (cervical e lombar) e no incômodo muscular persistente.  

5. Enxaqueca e cefaleia crônica 

Enxaqueca e cefaleia são dores crônicas que comprometem a rotina e o bem-estar do paciente. Os sintomas mais comuns são: sensibilidade à luz, náuseas e dor intensa acima dos olhos.  

6. Dores oncológicas 

As dores crônicas oncológicas são reflexo de tumores cancerígenos ou efeitos colaterais de tratamentos oncológicos. Entre as variações mais comuns, estão:  

  • dor tumoral; 
  • dor pós-quimioterapia; 
  • dor em cuidados paliativos. 

7. Dores relacionadas a espasmos musculares

Condições crônicas que geram espasmos persistentes estão relacionadas a questões neurológicas ou musculares. Entre as doenças características essa categoria, nós encontramos:  

  • esclerose múltipla; 
  • lesões neurológicas; 
  • espasticidade. 

8. Dor crônica na terceira idade 

Artrose, neuropatia e desgaste da coluna estão na lista das principais dores crônicas na terceira idade, que afetam a qualidade de vida de idosos que já possuem a saúde debilitada, na maiora dos casos. 

Tratamentos convencionais para a dor crônica 

Os tratamentos convencionais para dor crônica tratam a condição de forma isolada e não como se fosse um problema sistêmico que afeta diversas áreas do corpo humano simultaneamente. Nesse cenário, as principais terapias são:  

  • analgésicos para bloqueio da dor; 
  • anti-inflamatórios para combater inflamações; 
  • antidepressivos para controlar o humor e a dor. 

 Em virtude dessa abordagem segmentada no tratamento de dores crônicas é que os pacientes sofrem mais com efeitos colaterais e não encontram alívio, mesmo tomando uma grande variedade de medicamentos todos os dias.  

Cannabis medicinal no tratamento de dores crônicas 

A cannabis medicinal surge como uma opção complementar para o tratamento de pacientes com dores crônicas. E o principal para esse protagonismo é a abordagem sistema que o extrato da planta oferece. 

Isso significa que a cannabis medicinal atua diretamente nos sistemas relacionados à dor crônica, ou seja, CDB age, ao mesmo tempo, nos sistemas nervoso, imunológico e endócrino. 

Cannabis atua na dor crônica de forma integrada 

O que faz da cannabis medicinal uma grande aliada no tratamento de dores crônicas é a sua associação direta com o sistema endocanabinoide (SEC)Esse sistema presente no organismo humano é responsável por:  

  • regular a dor; 
  • controlar a inflamação; 
  • equilibrar o humor; 
  • moderar a qualidade do sono. 

Principais componentes terapêuticos da cannabis medicinal 

canabidiol é o principal componente da cannabis medicinal usado como coadjuvante no tratamento de dores crônicas, uma vez que o canabinoide é capaz de reduzir os efeitos colaterais do paciente durante o tratamento. 

O uso do CDB é recomendado com dores crônicas inflamatórias, ansiedade ou relacionadas ao estresse. A substância é capaz de:   

  • ação anti-inflamatória; 
  • modulador da dor; 
  • efeito ansiolítico. 

O THC também pode ser usado de maneira complementar em tratamentos de dores crônicas. No entanto, a prescrição exige um cuidado maior por parte do médico, afinal, pode ser uma substância psicoativa, ela pode potencializar os efeitos colaterais dos medicamentos tradicionais.  

Diferença prática em relação aos tratamentos tradicionais 

tabela comparacao tratamento dor cronica

tabela comparacao tratamento dor cronica

Principais dúvidas sobre quais dores crônicas a cannabis pode tratar 

1. Quais dores crônicas a cannabis medicinal pode tratar? 

A cannabis pode ajudar principalmente em três tipos de dor crônica: neuropática, inflamatória e nociplástica. 

2. A cannabis funciona para qualquer tipo de dor crônica?  

Não. A eficácia depende do mecanismo da dor. 

3.  Qual é a dor crônica que mais responde à cannabis? 

A dor com melhor resposta é a dor neuropática, que envolve os nervos. Esse tipo de dor costuma responder melhor porque a cannabis atua diretamente no sistema nervoso. 

4. Cannabis medicinal funciona para fibromialgia? 

Sim, pode ajudar no controle da dor difusa, redução da ansiedade e melhorar a qualidade do sono. 

5. Cannabis ajuda em dores na coluna? 

Pode ajudar sim, principalmente quando o incômodo envolve tensão muscular, inflamação e compressão nervosa. 

6. Quem tem artrite ou artrose pode usar cannabis? 

Sim, pode ser usado como coadjuvante ao tratamento convencional. 

 7. Cannabis medicinal pode substituir remédios para dor? 

Não. A cannabis medicinal deve ser usada como complemento aos remédios tradicionais, já que o objetivo é controlar os efeitos colaterais.  

8. Cannabis pode curar dor crônica? 

Não.  A cannabis é um tratamento de controle de sintomas, não de cura. 

9. Quanto tempo a cannabis leva para fazer efeito na dor? 

Depende da forma de uso e do organismo:  

  • óleo sublingual: dias a semanas; 
  • ajuste de dose: gradual. 

10 – Pessoas idosas podem usar cannabis para dor crônica? 

Sim. A cannabis medicinal é uma opção para reduzir sintomas de artrose, dor na coluna, neuropatia e qualidade do sono. 

Tratamentos seguro para dor crônica é na Cannect 

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Rodrigo Svrcek