• 24 de junho de 2022

Varíola: O que é, Causas, Sintomas, Transmissão, Prevenção e Tratamentos

 Varíola: O que é, Causas, Sintomas, Transmissão, Prevenção e Tratamentos

De acordo com a OMS, a varíola, conhecida pelas erupções e bolhas amedrontadas na pele, matou mais de 300 milhões de pessoas só no século XX. No Brasil, matou cerca de 30 mil índios. Em 1599, devastou o Rio de Janeiro, fazendo mais de 3 mil vítimas, entre indígenas e negros. 

Como uma doença infecciosa, a varíola é considerada como erradicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde os anos 80, após a realização de uma campanha de vacinação maciça, que envolveu o mundo inteiro. 

Contudo, devido à gravidade da doença, é recomendado que o conhecimento acerca dos sintomas, das causas e do tratamento da varíola seja disseminado ao máximo para evitar novos casos. 

A OMS considera a varíola uma das doenças mais devastadoras de toda a história e o diagnóstico rápido dessa condição aumenta as chances de sobrevivência do paciente.

O vírus causador da doença é o Orthopoxvirus variolae e essa é uma doença com capacidade de levar o paciente a óbito. 

Caso isso não aconteça, o paciente pode ficar cego e ter as marcas e bolhas características da varíola por todo o corpo.

Causas

Como foi dito acima, a varíola é causada através da infecção pelo vírus Orthopoxvírus. Este vírus pode ser transmitido:

Diretamente de pessoa para pessoa: A transmissão direta do vírus requer um contato presencial bastante prolongado. A doença pode ser transmitida pelo ar através de gotículas de saliva que escapam quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala;

Indiretamente de uma pessoa infectada: Em casos raros, o vírus transportado pelo ar pode se espalhar de uma maneira mais efetiva e longínqua, possivelmente através do sistema de ventilação de um edifício (por exemplo), infectando pessoas em outras salas e/ou em outros andares.

Via itens contaminados: O vírus também pode se espalhar através do contato com as roupas do corpo e roupas de cama contaminadas, embora o risco de infecção por essas fontes seja mais incomum de acontecer.

Como uma arma terrorista, potencialmente: Um ataque terrorista deliberado, através da contaminação pelo vírus da varíola é uma ameaça remota. No entanto, como qualquer liberação do vírus pode espalhar a doença rapidamente, funcionários do governo tomaram inúmeras precauções para proteger a população contra essa possibilidade, como o armazenamento de vacinas contra a doença.

Possíveis sintomas

Os sintomas da varíola surgem entre 10 e 12 dias após a infecção pelo vírus, sendo os sinais e sintomas iniciais:

  • Febre alta;
  • Dores musculares no corpo;
  • Dor lombar;
  • Mal estar geral;
  • Vômitos intensos;
  • Náuseas;
  • Dores de barriga;
  • Dor de cabeça;
  • Diarreia;
  • Delírio.

Poucos dias após o surgimento dos sintomas iniciais surgem bolhas na boca, rosto e braços que se espalham rapidamente para o tronco e para as pernas. Essas bolhas podem ser facilmente estouradas e levar à formação de cicatrizes.

Além disso, depois de um tempo as bolhas, principalmente as que estão no rosto e no tronco, ficam mais endurecidas e parecem estar aderidas à pele.

Prevenções

No caso de um surto, as pessoas que desenvolveram a doença seriam mantidas isoladas, em um esforço para controlar a propagação do vírus. Qualquer pessoa que tenha tido contato com alguém que desenvolveu uma infecção precisaria da vacina contra a varíola, que pode prevenir ou diminuir a gravidade da doença se administrada dentro de quatro dias após a exposição ao vírus causador da doença.

A vacina usa um vírus vivo relacionado à doença e, ocasionalmente, pode causar complicações sérias, como infecções que afetam o coração ou o cérebro. 

É por isso que um programa geral de vacinação para todos não é recomendado no momento. Os riscos potenciais da vacina superam os benefícios, na ausência de um surto de varíola real.

Testes de laboratório sugerem que certos medicamentos antivirais podem ser eficazes contra o vírus que causa a condição. Esses medicamentos não foram testados em pessoas doentes com varíola, no entanto, portanto, não se sabe se esses medicamentos são opções eficazes de tratamento.

Transmissão 

Basicamente, a transmissão da varíola acontece principalmente por meio da inalação ou contato com saliva das pessoas infectadas pelo vírus.

Embora seja menos comum, a transmissão também pode se dar através de roupas de uso pessoal ou roupas de cama.

A varíola é mais contagiosa na primeira semana da infecção, mas à medida que são formadas crostas das feridas, há diminuição da transmissibilidade.

Possíveis tratamentos

É importante deixar claro que, a varíola não tem cura e os tratamentos existentes somente aliviam os sintomas da doença, sem a possibilidade de matar o vírus e impedir, por exemplo, o surgimento das pústulas características.

A melhor forma de prevenir a doença é por meio da vacinação. Mas, como essa é uma condição considerada erradicada, a vacina contra a varíola não faz parte do calendário regular de vacinação.

Bruno Oliveira

Tradutor e produtor de conteúdo do site Cannalize, apaixonado por música, fotografia, esportes radicais e culturas.

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