As ações de empresas de cannabis dispararam na sexta-feira com a notícia de que o Trump pode reclassificar a maconha

Trump pode relcassificar a maconha na segunda feira
O presidente Donald Trump deverá emitir uma ordem executiva já nesta segunda-feira (15) que permitirá a reclassificação da maconha, segundo a informação de uma fonte à CNBC. Tal medida pode permitir que as empresas de cannabis se enquadrem em diferentes regulamentações tributárias e incentivaria o investimento.
As ações de empresas de cannabis registraram alta nas negociações da tarde de sexta-feira, após a reportagem da CNBC. Como a Tilary Brands e a Canopy Grouwth, com um aumento de 28% e 30% respectivamente.
O Washington Post noticiou na quinta-feira que Trump deveria usar uma ordem executiva para instruir agências federais a reclassificar a maconha de uma droga de Classe I para uma droga de Classe III, menos regulamentada.
O portal Axios ainda informou que a possível reclassificação da maconha — de um grupo que inclui heroína para uma categoria inferior de drogas menos perigosas, como esteroides e Tylenol com codeína — ocorreria no início do próximo ano.
Trump já havia mencionado uma mudança na classificação da maconha em agosto.
″ Em nossa avaliação, a reclassificação da maconha por Trump não era uma questão de ‘se’, mas sim de ‘quando’”, escreveu Ed Groshans, do Compass Point, um banco de investimentos voltado para o mercado intermediário, em um comunicado aos clientes na sexta-feira.
Groshans afirmou que a mudança relatada seria “positiva” para a indústria da cannabis, permitindo que os bancos atendessem o setor.
Caso Trump ordene a reclassificação da cannabis, Groshans prevê que a Administração de Combate às Drogas (DEA) finalizará uma proposta de regulamentação para a reclassificação até o verão.
Bill Kirk, analista sênior de pesquisa da Roth, disse que também está acompanhando se a Suprema Corte decidirá na próxima semana se aceitará analisar um caso sobre regulamentações estaduais e a proibição federal da cannabis. Uma decisão favorável ao setor nesse caso poderia acelerar os prazos regulatórios.
O setor vê as últimas medidas como um sinal de progresso na normalização da maconha sob a legislação nacional.
“Estou muito mais otimista do que jamais estive”, disse Irwin Simon, CEO da Tilray, à CNBC.
Shawn Hauser, sócia do escritório de advocacia Vicente LLP, especializado em direito da cannabis, afirmou que uma reclassificação representaria apenas uma “vitória parcial”, já que o setor precisará continuar lutando pela legalização.
No entanto, ela disse que o momento pode pressionar o Congresso a criar uma estrutura regulatória que ofereça mudanças mais abrangentes em relação à segurança, ao acesso e à reforma da justiça criminal do que uma simples reclassificação proporciona.
“Este é o início de uma nova era na política de saúde pública”, disse Hauser. “Se implementada, ela desmantela quase um século de políticas antidrogas ultrapassadas que contrariam a ciência e a medicina.”
As ações de empresas de cannabis têm enfrentado dificuldades desde uma breve euforia em torno de produtores e dispensários públicos nos anos anteriores à Covid, mesmo com a cannabis tendo recebido maior aceitação e classificações estaduais mais flexíveis.
As ações da Tilray estavam sendo negociadas recentemente a pouco mais de US$ 10, após atingirem um pico de mais de US$ 2.140, ajustado por desdobramentos, em setembro de 2018. O ETF Amplify Cannabis ainda está a caminho de perder mais de 8% em 2025, seu quinto ano consecutivo de queda.
Texto traduzido do portal CNBC
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Tainara Cavalcante
Jornalista pela Fapcom (Faculdade Paulus de Comunicação) e pós graduada na FAAP (Fundação Armando Alves Penteado) em Jornalismo Digital, atua como produtora de conteúdo no Cannalize, Dr. Cannabis e Cannect. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.
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