Prensado: O que é, como é feito, diferenças e riscos

Prensado: O que é, como é feito, diferenças e riscos

Sobre as colunas

As colunas publicadas na Cannalize não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem o propósito de estimular o debate sobre cannabis no Brasil e no mundo e de refletir sobre diversos pontos de vista sobre o tema.​

Embora ilegais, os prensados de maconha são bem populares no país. Mas o que você sabe sobre eles?

Prensado: O que é, como é feito, diferenças e riscos

Prensado: O que é, como é feito, diferenças e riscos
Foto: Reprodução

Trata-se da forma mais comum de se achar maconha no Brasil. Embora a Lei de Drogas proíba o uso recreativo, a erva sempre foi parte da realidade de boa parte dos brasileiros. 

De acordo com um levantamento da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), a maconha é a droga ilícita mais utilizada no Brasil. Pelo menos 7,7% da população já utilizou a erva em algum momento da vida.

Mas e o prensado?Já parou para pensar de onde ele vem ou como é feito? Ou até o motivo para se prensar a maconha?

O que é e qual a diferença da maconha?

Prensar a cannabis nada mais é do que uma forma de diminuir o volume. Isso ajuda a manuseá-la, transportá-la e guardá-la de forma mais fácil. 

Por outro lado, há vários problemas relacionados ao método, como a falta de higiene na produção, principalmente quando falamos em algo ilícito. 

Podem ser feitos de qualquer strain (cepas) de cannabis, portanto, não há uma espécie definida ou uma flor. Contudo, por causa da ilegalidade, quase nunca é possível saber de fato a sua origem. 

Perda de substâncias

Ao contrário do que muita gente pensa, os efeitos da cannabis estão principalmente nas flores e não nas folhas. É lá que estão os chamados canabinoides, como o CBD (canabidiol), bastante usado em remédios e o THC (Tetrahidrocanabinol), responsável pelo “barato” da maconha.

Além dos canabinoides, a planta também possui outras substâncias, que influenciam no gosto e até no cheiro, como os terpenos e flavonoides, e a mistura dos compostos pode ainda potencializar os efeitos da cannabis.

Contudo, quando a flor é prensada, ela pode perder muitas dessas propriedades, o que pode diminuir a qualidade do produto. O cheiro, por exemplo, não é nada parecido com o aroma das flores. 

Como o prensado é feito?

A forma de produzir varia de acordo com a fazenda e o produtor. Mas o processo é basicamente o mesmo da maconha convencional. 

A produção pode ter muitas etapas. Mas de maneira bem resumida, quando as flores são colhidas e secas, os agricultores separam as folhas e os caules, então o “bud” já pode ser usado no “beck”. 

Mas como estamos falando sobre o prensado, há ainda uma fase a mais. 

As flores são “amassadas” geralmente dentro de uma caixa de metal, que em seguida, recebem as “pisadas” dos produtores para nivelar e diminuir o volume. Então, a prensa é feita com alguma ferramenta que sirva para a função. 

Prensado: O que é, como é feito, diferenças e riscos

Prensado: O que é, como é feito, diferenças e riscos
Foto: Reprodução

O que a lei diz sobre o prensado?

De acordo com a Lei de Drogas de 2006, o uso recreativo da maconha (seja ela prensada ou de qualquer outra forma) é despenalizado no Brasil. Isso quer dizer que a cannabis ainda é uma droga ilícita e a prática ainda continua enquadrada na lei como um crime.

Contudo, a pessoa acusada não é mais punida com a restrição da liberdade, ou seja, com a cadeia. Mas ainda há algum tipo de pena, como multa ou advertência.

A maconha continua criminalizada, mas, uma vez comprovado o uso individual, as penas se resumem a advertências, à prestação de serviços ou a medidas educativas. E nada de cadeia! 

O que esbarra na despenalização e causa indignação em várias pessoas, é a interpretação sobre o que é o não uso pessoal. O que mantém a maconha como o principal alvo de prisão por tráfico de drogas.

Em 2015 foi criada uma resolução para o uso medicinal e até agora, é a única forma de utilizar a planta legalmente.

De onde vem o prensado do Brasil?

Toneladas de tabletes de maconha são apreendidos todos os anos e a pena pode resultar em até 15 anos de prisão para flagrante, de acordo com a Lei de Combate de Tráfico de Drogas de 2006.

 Ainda assim, a erva não deixa de aparecer por aqui. Até 2019, por exemplo, o Brasil tinha aproximadamente três milhões e meio de potenciais consumidores da maconha. 

A erva geralmente é exportada de forma ilegal de países que fazem fronteira com o Brasil, como Bolívia, Colômbia e do Paraguai. 

Riscos da ilegalidade

Como a maconha é ilegal, não existem “padrões de qualidade” na hora de fabricar e nem muita higiene. Não são poucos os casos de análises que mostram pedaços de inseto, mofo, bolor, terra e até fezes de animais.

Esmagar as flores também ajuda no processo de decomposição, fermentação o que resulta no aparecimento de fungos, que podem gerar impurezas.

Isso, sem contar com os níveis de canabinoides que também são um mistério, pois as moléculas podem mudar de acordo com a semente plantada, como é cultivada e até na forma de armazenamento. 

E nem preciso dizer que isso pode trazer problemas para a saúde do usuário, não é mesmo?

Presença de amônia nos prensados 

Outro problema é a amônia presente em boa parte dos tabletes. Trata-se de uma substância que pode ser tóxica para os humanos. Uma vez queimada no processo de combustão do “baseado”, pode causar irritação na pele, nos olhos e no trato respiratório.

Não, os fazendeiros não fazem xixi nas plantas. Na verdade, a substância aparece por causa de vários fatores, como a decomposição, a fermentação, a umidade e o ambiente, que ajudam na formação do hidróxido de amônio. 

Diferença para o Skunk e Haxixe

O skunk, também chamado de “supermaconha”, é uma forma de maconha muito mais forte que o prensado, ou seja, com mais concentração de THC. Além de utilizar não só a Cannabis Sativa, mas a Indica também. 

Já quando falamos de Haxixe, a extração muda muito. Enquanto o THC da maconha é retirado das flores secas, o haxixe é extraído dos chamados tricomas, aquela pequena cobertura branca da planta que parece pelo. 

Na verdade, elas são pequenas glândulas, que também são conhecidas como “keifs” ou “hash”. E é onde está a maior concentração do canabinoide também. 

Flores de cannabis também são medicinais

Se você utiliza para relaxar, diminuir dores, aguçar as ideias ou acalmar a mente, saiba que este também é um uso medicinal bastante utilizado por causa dos resultados imediatos.

Mas é importante saber exatamente o que está consumindo, por isso, trocar por flores é essencial. Melhor ainda se for de maneira legal. 

Caso precise de ajuda, disponibilizamos um atendimento especializado que poderá esclarecer todas as suas dúvidas, além de auxiliar na marcação de uma consulta, dar suporte na compra do produto até no acompanhamento do tratamento. Clique aqui.

Tags:

Artigos relacionados

Relacionadas