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Pesquisa busca voluntárias para estudo sobre cannabis e fibromialgia



22/08/2025


A participação é gratuita. Contudo, a pesquisa busca voluntárias de 18 a 60 anos que tenham disponibilidade de ir até o Paraná

Pesquisa busca voluntárias para estudo sobre cannabis e fibromialgia

Pesquisa busca voluntárias para estudo sobre cannabis e fibromialgia

O Laboratório de Cannabis Medicinal e Ciências Psicodélicas  da UNILA (Universidade Federal da Integração Lationo Americana) anunciou que irá fazer um estudo inédito sobre cannabis e fibromialgia.

Para a pesquisa, o laboratório busca voluntárias para avaliar os efeitos da cannabis no tratamento da doença. Em parceria com a associação Santa Cannabis, o estudo irá acompanhar 36 mulheres ao longo de seis meses em Foz do Iguaçu e Cascavel, no Paraná.

Podem se inscrever mulheres com idade entre 18 e 60 anos, portadoras de diagnóstico confirmado de fibromialgia. Contudo, é preciso que tenham disponibilidade para comparecer às consultas mensais nas cidades. As inscrições estão abertas gratuitamente, sem custo para exames, consultas ou medicamentos.

Como o estudo será feito

O professor Ney Nascimento irá coordenar a pesquisa com o objetivo direto de testar como uma combinação equilibrada de CBD (canabidiol) e THC (tetrahidrocanabinol) pode reduzir a dor e melhorar a qualidade de vida.

Além disso, também irá analisar os indicadores relacionados à depressão, ao sono e ao bem-estar geral das voluntárias. Sintomas comumente atrelados á fibromialgia.

Durante o estudo, as participantes passarão por consultas mensais, responderão a questionários clínicos e realizarão exames laboratoriais antes e após o período de intervenção com óleo Full-Spectrum. Todo o tratamento, incluindo exames e medicamentos, será gratuito.

Melhorar a qualidade de vida

A fibromialgia continua sendo uma condição pouco debatida, embora seja a terceira doença reumatológica mais comum no mundo, afetando cerca de 7% da população global, conforme dados da OMS.

A maioria das pacientes são mulheres entre 50 e 60 anos, que enfrentam frequentemente não apenas limitações físicas, mas também elevado custo em tratamentos e risco de adoecimento mental.

Maria Eduarda Carraro, aluna de medicina e autora do projeto, destaca que muitas dessas mulheres se afastam do trabalho poucos anos após o diagnóstico. Além disso, enfrentam custos médicos até 300% maiores que a média da população, o que torna urgente a busca por alternativas que garantam dignidade e direito à saúde.

Para participar, basta acessar  formulário aqui.

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Tainara Cavalcante

Jornalista pela Fapcom (Faculdade Paulus de Comunicação) e pós graduada na FAAP (Fundação Armando Alves Penteado) em Jornalismo Digital, atua como produtora de conteúdo no Cannalize, Dr. Cannabis e Cannect. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.