Uma dúvida comum em quem pesquisa por tratamentos com canabidiol é: a OMS reconhece a cannabis? A resposta para essa pergunta é sim, desde 2019, a Organização Mundial de Saúde reconhece o potencial terapêutico da cannabis e de seus derivados.
A OMS reconhece a cannabis medicinal? Saiba o que a Organização Mundial da Saúde disse, o papel do CBD, do THC e os impactos médicos.

A OMS reconhece a cannabis para uso medicinal com folhas da planta ao fundo
Uma dúvida comum em quem pesquisa por tratamentos com canabidiol é: a OMS reconhece a cannabis? A resposta para essa pergunta é sim, desde 2019, a Organização Mundial de Saúde reconhece o potencial terapêutico da cannabis e de seus derivados.
No entanto, isso não quer dizer liberação irrestrita para uso medicinal ou recreativo. Para entender melhor o que a OMS e determina sobre a cannabis, acompanhe o nosso guia sobre o tema.
Sim, para a OMS, a cannabis pode ser uso medicinal legítimo, após estudos identificarem os ganhos terapêuticos da planta, principalmente o canabidiol.
A Organização Mundial da Saúde conta com um órgão chamado ECDD (Expert Committee on Drug Dependence), que é responsável por avaliar substâncias controladas com base nos seguintes critérios:
Após uma longa análise que levou anos, o ECDD chegou à conclusão de que a cannabis não deveria ser classificada com uso restritivo. Afinal, a cannabis e seus derivados possuem valor terapêutico, com destaque para os pontos abaixo:
As principais mudanças em relação ao status internacional da cannabis medicinal são a facilidade das pesquisas sobre o uso terapêutico da planta e o comércio de medicamentos. Em resumo, a normativa da OMS:
Junto com o reconhecimento do uso da cannabis para fins terapêuticos, o documento da OMS reforça que o CBD não é um psicoativo, é bem tolerado pelo organismo e não apresenta risco de dependência ou abuso no consumo.
A situação do THC em relação com a OMS é semelhante ao do CBD. Entretanto, apesar de reconhecer o potencial terapêutico da planta, o órgão fazer algumas ressalvas como, por exemplo:
Por fim, a OMS reconhece que o THC usado em medicamentos pode ser usado no tratamento de:
Vale ressaltar que, apesar de reconhecer o uso da cannabis com fins medicinais, a OMS não:
Ao reconhecer a cannabis para o tratamento de condições como dor crônica, epilepsia refratária e esclerose múltipla, além de distúrbios do sono e ansiedade, a OMS estimula o avanço dos estudos das propriedades terapêuticas da planta.

A mudança na visão da OMS sobre a cannabis ajudou a regulação do setor no Brasil
Diretamente não. Porém, a liberação da cannabis com fins medicinais pode influenciar em políticas públicas, legitimar o uso de remédios com canabidiol e orientar o posicionamento da Anvisa, por exemplo.
Hoje, podemos dizer que o reconhecimento da cannabis pela OMS já resultou na autorização do comércio de produtos à base de cannabis e a ampliação do debate científico. Por fim, a RDC 327/2019 é reflexo direto da mudança de orientação da OMS.
Sim, reconhece seu potencial para uso médico.
Não. Ela reconhece o potencial terapêutico, mas a aprovação é feita por agências regulatórias nacionais.
Sim, explicitamente, como seguro e terapêutico.
Não.
Sim. Ele se baseia em análises sistemáticas e evidência clínica acumulada.
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Rodrigo Svrcek
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