Uma dúvida comum em quem pesquisa por tratamentos com canabidiol é: a OMS reconhece a cannabis? A resposta para essa pergunta é sim, desde 2019, a Organização Mundial de Saúde reconhece o potencial terapêutico da cannabis e de seus derivados.
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A OMS reconhece o uso medicinal da cannabis?



08/04/2026


A OMS reconhece a cannabis medicinal? Saiba o que a Organização Mundial da Saúde disse, o papel do CBD, do THC e os impactos médicos.

oms reconhece a cannabis para uso medicinal

A OMS reconhece a cannabis para uso medicinal com folhas da planta ao fundo

Uma dúvida comum em quem pesquisa por tratamentos com canabidiol é:  a OMS reconhece a cannabis? A resposta para essa pergunta é sim, desde 2019, a Organização Mundial de Saúde reconhece o potencial terapêutico da cannabis e de seus derivados. 

No entanto, isso não quer dizer liberação irrestrita para uso medicinal ou recreativo.  Para entender melhor o que a OMS e determina sobre a cannabis, acompanhe o nosso guia sobre o tema.  

A OMS reconhece a cannabis medicinal?

Sim, para a OMS, a cannabis pode ser uso medicinal legítimo, após estudos identificarem os ganhos terapêuticos da planta, principalmente o canabidiol.  

O papel da OMS e do Comitê de Especialistas (ECDD) 

A Organização Mundial da Saúde conta com um órgão chamado ECDD (Expert Committee on Drug Dependence), que é responsável por avaliar substâncias controladas com base nos seguintes critérios:  

  • evidência científica; 
  • riscos à saúde pública; 
  • potencial terapêutico.

Após uma longa análise que levou anos, o ECDD chegou à conclusão de que a cannabis não deveria ser classificada com uso restritivo. Afinal, a cannabis e seus derivados possuem valor terapêutico, com destaque para os pontos abaixo: 

  • havia evidência crescente de uso medicinal; 
  • surgiram medicamentos à base de cannabis; 
  • a proibição rígida dificultava pesquisa e acesso médico.

O que mudou com o reconhecimento da OMS em 2019? 

As principais mudanças em relação ao status internacional da cannabis medicinal são a facilidade das pesquisas sobre o uso terapêutico da planta e o comércio de medicamentos. Em resumo, a normativa da OMS: 

  • autoriza o uso terapêutico da cannabis; 
  • retira a cannabis da categoria de substâncias “sem valor médico”; 
  • mantém controles para prevenir abuso, mas sem bloquear o uso médico; 
  • reconhecer explicitamente que o canabidiol (CBD) não apresenta potencial de dependência. 

O que a OMS diz sobre o CBD? 

Junto com o reconhecimento do uso da cannabis para fins terapêuticos, o documento da OMS reforça que o CBD não é um psicoativo, é bem tolerado pelo organismo e não apresenta risco de dependência ou abuso no consumo.     

O que a OMS diz sobre o THC? 

A situação do THC em relação com a OMS é semelhante ao do CBD. Entretanto, apesar de reconhecer o potencial terapêutico da planta, o órgão fazer algumas ressalvas como, por exemplo:  

  • possuir efeitos psicoativos; 
  • deve ser usado com indicação clínica e monitoramento. 

Por fim, a OMS reconhece que o THC usado em medicamentos pode ser usado no tratamento de: 

  • dor crônica; 
  • Espasticidade; 
  • náusea associada à quimioterapia. 

Reconhecer não é o mesmo que “aprovar” 

Vale ressaltar que, apesar de reconhecer o uso da cannabis com fins medicinais, a OMS não:  

  • prescreve tratamentos; 
  • libera uso recreativo; 
  • aprova produtos comerciais; 
  • afirma que a cannabis “cura doenças”. 

Qual a importância do reconhecimento da OMS para a ciência? 

 Ao reconhecer a cannabis para o tratamento de condições como dor crônica, epilepsia refratária e esclerose múltipla, além de distúrbios do sono e ansiedade, a OMS estimula o avanço dos estudos das propriedades terapêuticas da planta.  

O reconhecimento da OMS muda as leis do Brasil? 

Pessoa usando medicando com CBD

A mudança na visão da OMS sobre a cannabis ajudou a regulação do setor no Brasil

Diretamente não. Porém, a liberação da cannabis com fins medicinais pode influenciar em políticas públicas, legitimar o uso de remédios com canabidiol e orientar o posicionamento da Anvisa, por exemplo. 

Hoje, podemos dizer que o reconhecimento da cannabis pela OMS já resultou na autorização do comércio de produtos à base de cannabis e a ampliação do debate científico. Por fim, a RDC 327/2019 é reflexo direto da mudança de orientação da OMS. 

Principais perguntas sobre o reconhecimento da cannabis pela OMS 

1. A OMS reconhece a cannabis medicinal? 

Sim, reconhece seu potencial para uso médico. 

2. A OMS aprovou a cannabis como remédio?  

Não. Ela reconhece o potencial terapêutico, mas a aprovação é feita por agências regulatórias nacionais. 

3. A OMS reconhece o CBD?

Sim, explicitamente, como seguro e terapêutico. 

4. A OMS apoia o uso recreativo?

Não. 

5. Esse reconhecimento tem valor científico?

Sim. Ele se baseia em análises sistemáticas e evidência clínica acumulada. 

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Rodrigo Svrcek