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Óleo de cannabis importado está mais barato, diz anuário



26/11/2025


Óleo de cannabis importado está mais acessível, mostra o Anuário da Kaya Mind, revelando alta demanda por tratamentos no Brasil.

óleo de cannabis importado está mais barato, diz anuário

óleo de cannabis importado está mais barato, diz anuário

O novo Anuário da Kaya Mind, lançado nesta terça-feira (25), mostra que o preço do óleo importado de cannabis ficou mais acessível nos últimos anos. A empresa é a principal referência em inteligência de dados do setor, e seu relatório reúne informações que ajudam a entender os rumos da cannabis medicinal no Brasil.

Neste ano, a Cannalize aparece como parceira de mídia e divulga os dados mais relevantes do estudo. Baixe agora o Anuário da Cannabis Medicinal 2025.

Preços começam a se aproximar

A comparação dos preços médios de setembro indica uma aproximação entre as formas de acesso. Ainda assim, a ordem se mantém:

  • os produtos mais caros continuam nas farmácias;
  • os importados ocupam a faixa intermediária;
  • as associações seguem como a opção mais barata.

Mesmo com essa hierarquia, o relatório aponta que o óleo importado de cannabis está mais barato do que nos anos anteriores. O canal se torna mais competitivo e mantém boa disponibilidade de produtos.

Preços na Cannect acompanham o padrão apresentado

Os dados compilados pela Cannect também confirmam o padrão apresentado no anuário. Os registros de 2025 apontam preços menores em relação a 2024. Segundo o analista de dados Erik Taira, a redução de preços entre o ano passado e o atual foi de cerca de 7%.

“Ao comparar a média dos preços dos meses de 2024 e 2025, vimos que os produtos do tipo óleo ficaram cerca de 7% mais baratos. Além disso, na comparação mesmo mês, a maioria dos meses de 2024 teve um preço médio de venda maior do que o ofertado em 2025”, aponta.

Importação oferece mais variedade

A importação pessoal permanece como a principal fonte de diversidade no país. Hoje, o canal conta com mais de 36 formas farmacêuticas. Essa variedade é útil em tratamentos que exigem ajustes finos, como dor crônica, epilepsia, autismo, ansiedade, enxaqueca e distúrbios do sono.
Apesar de ter um processo mais lento e burocrático, a importação amplia o acesso e cobre lacunas que ainda existem no mercado nacional.

Demanda cresce sem interrupção

Os dados do Anuário mostram um crescimento contínuo nas solicitações de importação. O número de pedidos diários aumentou ano após ano:

Média de solicitações diárias para importação de produtos de cannabis por ano. Fonte: Kaya Mind

Média de solicitações diárias para importação de produtos de cannabis por ano. Fonte: Kaya Mind

  • 2021: 80 pedidos;
  • 2022: 188 pedidos;
  • 2023: 366 pedidos;
  • 2024: 425 pedidos;
  • 2025: 502 pedidos.

No início de 2025, o volume diário já passava de 500 pedidos, um aumento de 18% em relação a 2024. Com esse ritmo, o ano pode fechar próximo de 200 mil autorizações, o maior número desde o início do programa de importação.

O avanço mostra que mais pacientes buscam o óleo importado de cannabis como opção de tratamento contínuo e com maior precisão de dose.

Mercado avança para fase de consolidação

Após um período de forte expansão, o setor passa por uma fase de estabilidade. A entrada de novas empresas diminuiu, e o mercado se concentra em poucos players maiores.
Essa mudança indica um ambiente mais maduro, com maior exigência regulatória, mais eficiência e menos volatilidade. Para os pacientes, isso significa mais segurança e previsibilidade nas compras.

Leia também: CBD de associação ou CBD importado?

O futuro do acesso

Segundo o Anuário, o setor deve amadurecer a partir da interação entre três frentes:

  • farmácias, que buscam ampliar variedade;
  • importações, que trabalham para agilizar processos;
  • associações, que tentam consolidar segurança jurídica.

Nesse cenário, o óleo importado de cannabis mantém papel central. Ele combina diversidade, padronização e estabilidade, pontos essenciais para quem precisa de tratamento regular.

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Lucas Panoni

Jornalista e produtor de conteúdo na Cannalize. Entusiasta da cultura canábica, artes gráficas, política e meio ambiente. Apaixonado por aprender.