Um novo relatório mostra que quase 10 milhões de adultos nos EUA praticaram microdosagem de psicodélicos em 2025. Veja os dados e o contexto.

10 milhões de adultos nos EUA microdosaram psicodélicos em 2025
Cerca de 10 milhões de adultos nos Estados Unidos praticaram microdosagem de substâncias psicodélicas em 2025, segundo um relatório recente da RAND Corporation. Esse número corresponde a aproximadamente 3,7% da população adulta do país e reforça uma tendência que vem ganhando força nos últimos anos.
Os dados, divulgados pelo portal Marijuana Moment, fazem parte de uma das análises mais abrangentes já realizadas sobre o uso de psicodélicos em pequenas doses nos EUA.
De forma geral, a microdosagem envolve o uso de quantidades muito pequenas de substâncias psicodélicas, como psilocibina, LSD e MDMA. Nessas doses, o usuário não busca efeitos alucinógenos, mas sim mudanças sutis na percepção e no estado emocional.
Além disso, muitas pessoas relatam melhora do humor, maior foco, criatividade e bem-estar. No entanto, apesar da popularização do termo, a ciência ainda investiga com cautela os reais impactos dessa prática.
Entre todas as substâncias analisadas, a psilocibina aparece como a mais utilizada em 2025. Aproximadamente 10 milhões de adultos relataram algum tipo de uso ao longo do ano.
Dentro desse grupo, 69% afirmaram ter praticado microdosagem ao menos uma vez. Da mesma forma, a prática também foi comum entre:
Além dessas substâncias, o relatório também aponta uso relevante de Amanita muscaria, ketamina e LSD, o que indica um interesse crescente por diferentes compostos psicodélicos.
Mesmo com a proibição federal da maioria dessas substâncias, a microdosagem segue em expansão nos Estados Unidos. Para os pesquisadores, esse cenário revela uma mudança cultural significativa e, ao mesmo tempo, pressiona o debate sobre regulação, políticas públicas e pesquisa científica.
Além disso, o aumento do uso acompanha a maior visibilidade do tema em estudos clínicos, reportagens e discussões sobre saúde mental, especialmente em contextos terapêuticos experimentais.
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Apesar do interesse crescente, especialistas destacam que as evidências científicas ainda são limitadas. Atualmente, grande parte das informações disponíveis vem de relatos observacionais, e não de ensaios clínicos controlados.
Por isso, pesquisadores defendem a ampliação dos estudos para avaliar, com mais precisão, eficácia, segurança, dosagem ideal e possíveis riscos associados à microdosagem de psicodélicos.
Lucas Panoni
Jornalista e produtor de conteúdo na Cannalize. Entusiasta da cultura canábica, artes gráficas, política e meio ambiente. Apaixonado por aprender.
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