
Endometriose uma longa jornada, um diagnóstico importante
Diálogos da Endometriose:
Dez anos. É muito tempo, né?
“Sua dor é psicológica.”
“Seu ultrassom deu normal.”
“É só uma cólica forte.”
“Toma esse analgésico e relaxa.”
A endometriose é uma doença que afeta 1 em cada 10 pessoas com útero, mas leva de 7 a 10 anos para ser diagnosticada! Pensa só: uma década inteira de dor e invalidação.
A endometriose acontece quando um tecido semelhante ao endométrio (o tecido que reveste o interior do útero e que descama na menstruação) cresce fora do útero.
Esse tecido “fora do lugar” se comporta como o endométrio: ele responde aos hormônios do ciclo menstrual e todo mês “tenta sangrar”. Como esse sangue não tem por onde sair (como a menstruação normal), ele causa inflamação intensa, dor, cicatrizes e aderências (tecidos que grudam um órgão no outro).
A dor pélvica intensa (cólica) é o sintoma número 1. Não é uma cólica normal. É uma dor incapacitante, que muitas vezes não passa com analgésicos comuns e impede a mulher de trabalhar, estudar ou até levantar da cama.
Com essas informações podemos constatar que a endometriose NÃO é uma doença só da pélvis, mas sim, uma doença inflamatória sistêmica, em que a inflamação crônica afeta o corpo inteiro.
Não existe cura, o tratamento foca em gerenciar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. As opções são:
A cannabis vem como um tratamento adjuvante (complementar) e atua exatamente nos 3 pilares da doença:
E ainda pode auxiliar em Sintomas Secundários: O tratamento ajuda muito na ansiedade e insônia causadas pela dor crônica, melhorando a qualidade de vida de forma geral.
E não para nas gotinhas! Além dos óleos, existem supositórios e óvulos vaginais, que atingem diretamente a região afetada.
Este é um conteúdo informativo. Se você ou alguém próximo sofre desses sintomas, busque um médico para a investigação.
A inflamação e a dor não esperam 10 anos. Você precisa de qualidade de vida. Agora.
As colunas publicadas na Cannalize não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem o propósito de estimular o debate sobre cannabis no Brasil e no mundo. Além de de refletir sobre diversos pontos de vista sobre o tema.
Raíssa Ximenes
Médica pela Universidade Federal de Alfenas. Prescrevendo Cannabis Medicinal desde 2022, com enfoque em Saúde Mental. Vegetariana, amante da sétima arte, da boa música e de explorar o mundo. @doutorapsicannabis
Inscreva-se grátis na nossa Newsletter!
Receita médica não basta para proteger o cultivo
União com o sagrado: meu casamento em uma cerimônia de Ayahuasca
O protagonismo feminino na cannabis medicinal no Brasil
Como a cannabis medicinal desafia a lógica da Big Pharma
A morte é a única certeza que temos na vida
O CBCM usou psicodélicos para abrir a mente da medicina
Copyright 2019/2023 Cannalize – Todos os direitos reservados
Solicitação de remoção de imagem
Termos e Condições de Uso