Assim como Maguila, o lendário boxeador Éder Jofre também foi diagnosticado com demência pugilística aos 85 anos.
O “Galo de Ouro” está entre os maiores boxeadores de todos os tempos, mas teve que arcar com as consequências da profissão.
Chamada de encefalopatia traumática crônica, a condição é uma doença degenerativa progressiva no cérebro. Ela acontece devido a algum dano, como lesões, traumas e até explosões. Infelizmente é comum entre boxeadores.
Segundo o genro do ex-atleta, Antônio Oliveira ao portal Uol, ele apresenta sinais de esquecimento e confusão mental desde os anos 90. No entanto, foi depois da morte da sua companheira Cidinha aos 52 anos, que a sua saúde mental ficou mais debilitada.
Por causa dos sintomas parecidos, a demência pugilística é bastante confundida com Alzheimer, como foi no caso de Éder Jofre. E como era de se esperar, o tratamento não estava evoluindo.
Assim como Maguila, as medicações de Éder Jofre foram trocadas pelo Canabidiol. A mudança foi feita no início do ano, mas a família já estava relatando a melhora.
Segundo o cunhado, já no início do novo tratamento ele começou a se alimentar melhor e melhorou tanto a concentração como a coordenação motora.
O canabidiol (CBD) é uma molécula da cannabis que não possui os efeitos psicotrópicos da maconha.
Ele tem sido cada vez mais conhecido pela comunidade médica por causa das suas propriedades neuroprotetoras, que auxiliam em várias condições da mente, como a epilepsia de difícil controle, por exemplo.
Através do chamado Sistema Endocanabinoide, a substância ajuda a sinalizar que algo está errado, ajudando assim o organismo a regular algumas funções do organismo. Inclusive no cérebro.
Mas os produtos à base da cannabis no esporte não são uma novidade. Contudo, o uso é para outra finalidade.
Cada vez mais atletas têm substituído anti-inflamatórios e opioides por óleos derivados da cannabis, principalmente para tratar dores e lesões.
Isso porque, como já dito, a cannabis age no sistema endocanabinoide, que está por todo o corpo, inclusive na pele e nos músculos.
Países mais flexíveis como os Estados Unidos e Canadá, já existem tópicos e adesivos, criados para tratar vários tipos de dores.
Algumas ligas esportivas lá fora, também já admitiram que aderiram ao tratamento alternativo, como por exemplo, a NFL (The National Football League).
Tainara Cavalcante
Jornalista pela Fapcom (Faculdade Paulus de Comunicação) e pós graduanda na FAAP (Fundação Armando Alves Penteado) em Jornalismo Digital, atua como produtora de conteúdo no Cannalize, Dr. Cannabis e Cannect. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.
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