Nova resolução da Anvisa simplifica receitas para cannabis medicinal com até 0,2% de THC e retira exigência de tarja preta.

Anvisa tira tarja preta e flexibiliza receita de cannabis
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma nova resolução que muda significativamente as regras para produtos à base de cannabis no Brasil. A principal alteração flexibiliza a prescrição médica de formulações com baixo teor de THC e elimina a exigência de tarja preta para esses produtos.
Além disso, a medida já entrou em vigor e deve impactar diretamente pacientes, médicos, farmácias e empresas do setor.
Com a nova RDC nº 1.023/2026, médicos agora podem prescrever produtos com concentração de THC igual ou inferior a 0,2% por meio da Receita de Controle Especial. Antes disso, os profissionais precisavam utilizar receituários amarelos e azuis, considerados mais restritivos.
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Na prática, a mudança reduz a burocracia para médicos e pacientes. Além disso, ela simplifica o processo de acesso aos tratamentos.
Até então, esses produtos seguiam as regras aplicadas a substâncias psicotrópicas com controle mais rígido. Agora, a prescrição passa a utilizar um modelo mais simples e já conhecido por muitos profissionais da saúde.
A nova resolução também remove a exigência de tarja preta para produtos de cannabis com baixo teor de THC.
No entanto, a Anvisa permitirá a venda de produtos que ainda estejam no mercado com a embalagem antiga até o fim dos estoques. Nesse caso, pacientes e farmácias deverão seguir as novas exigências de receita.
Com isso, a agência promove um reposicionamento regulatório importante para o setor de cannabis medicinal no Brasil. Ao mesmo tempo, ela aproxima esses produtos de outras categorias terapêuticas menos restritivas.
Além das mudanças nas prescrições, a resolução autorizou o cultivo de Cannabis sativa L. com teor de THC de até 0,3% exclusivamente para exportação.
Entretanto, as empresas interessadas precisarão apresentar contratos ou documentos que comprovem intenção de compra e distribuição no mercado internacional.
Até então, o Brasil não permitia esse tipo de produção.
Especialistas avaliam que a nova resolução pode facilitar o acesso de pacientes aos tratamentos. Além disso, ela pode acelerar o crescimento do mercado brasileiro de cannabis medicinal.
Nos últimos anos, o setor expandiu rapidamente com o aumento das autorizações da Anvisa e da oferta de novos produtos no país. Agora, a nova flexibilização reforça esse movimento regulatório.
Além disso, a simplificação das receitas pode reduzir barreiras para médicos prescritores, especialmente em tratamentos voltados para dores crônicas, epilepsia refratária e doenças neurológicas.
Lucas Panoni
Jornalista e produtor de conteúdo na Cannalize. Entusiasta da cultura canábica, artes gráficas, política e meio ambiente. Apaixonado por aprender.
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