Pesquisa mostra que um em cada três americanos usam cannabis antes de reuniões familiares nas festas de fim de ano. Entenda os dados.

33% dos americanos usam cannabis antes das festas de natal
Cerca de um em cada três americanos tem um hábito bem brasileiro: consomir cannabis antes de encontros familiares durante as festas de fim de ano. O dado aponta uma mudança no comportamento social e na forma como a maconha se insere em situações cotidianas.
As informações foram publicadas pelo portal Marijuana Moment, com base em uma pesquisa conduzida pelo Freeman Recovery Center, que ouviu mais de mil pessoas nos Estados Unidos.
De acordo com o levantamento, o álcool segue como a substância mais utilizada antes de confraternizações familiares. Cerca de 51% dos entrevistados afirmaram consumir bebidas alcoólicas antes dos encontros.
Em seguida, aparece a cannabis, citada por 31% dos participantes. O percentual supera o de outras substâncias psicoativas. Já o uso de psicodélicos, como cogumelos, foi relatado por 12% dos entrevistados.
Segundo os pesquisadores, muitas pessoas recorrem à cannabis para reduzir a ansiedade, aliviar tensões emocionais ou tornar o convívio familiar mais confortável. Além disso, o consumo surge como alternativa ao álcool em situações sociais.

Jovens adultos lideram o consumo de cannabis nas festas
Quando o recorte etário entra em cena, a diferença se torna mais clara. Entre millennials e integrantes da Geração Z, o consumo de cannabis antes das festas chega a 43%.
Por outro lado, entre pessoas mais velhas, como membros da Geração X e baby boomers, os índices são menores. Esse contraste reflete diferenças culturais e geracionais. Enquanto os mais jovens cresceram em um contexto de maior aceitação da cannabis, gerações anteriores ainda convivem com mais estigma.
Assim, para muitos jovens adultos, a maconha já ocupa um papel semelhante ao do álcool em encontros sociais.
Além da idade, o estresse emocional e financeiro também influencia o comportamento. Durante as festas, gastos com presentes, viagens e alimentação costumam aumentar. Como resultado, muitas pessoas relatam maior pressão emocional.
A pesquisa mostra que entrevistados com níveis mais altos de estresse apresentam maior propensão a consumir álcool ou cannabis antes das reuniões familiares. Nesse contexto, a maconha aparece como uma tentativa de gerenciar a ansiedade antes de longos períodos de convivência.
O levantamento também identificou um padrão importante. Pessoas com histórico de uso problemático de substâncias relataram índices ainda maiores de consumo antes das festas.
Por isso, especialistas alertam que o período de fim de ano pode representar um momento de maior vulnerabilidade. Apesar disso, a pesquisa não faz julgamentos morais. O objetivo é compreender comportamentos e mapear tendências.

“Cousin walk”, a famosa saidinha com os primos
O artigo original cita ainda a popularização de um costume informal bem conhecido no Brasil: a “cousin walk”, ou “caminhada com os primos”. A prática envolve parentes, geralmente os mais jovens, que saem para uma breve caminhada antes da refeição principal para consumir cannabis longe de familiares mais conservadores.
Embora informal, o hábito ilustra como a cannabis passou a integrar rituais sociais contemporâneos. Ao mesmo tempo, ele revela que o consumo ainda gera desconforto em alguns ambientes familiares.
De forma geral, os dados reforçam uma tendência já observada em outras pesquisas. A cannabis se torna cada vez mais normalizada em situações sociais comuns, inclusive em reuniões familiares.
Com o avanço da legalização em diversos estados dos Estados Unidos, o debate público mudou. Como consequência, a maconha passou a ocupar um espaço semelhante ao do álcool em muitos contextos.
Ainda assim, especialistas destacam a importância do uso responsável, sobretudo em ambientes que reúnem diferentes gerações e visões de mundo.
Mais do que um comportamento isolado, a pesquisa revela uma transformação cultural em curso. A cannabis deixa de ser vista apenas como uma substância marginal e passa a integrar práticas associadas ao bem-estar e ao controle do estresse.
Por fim, compreender esses padrões se torna essencial para debates sobre educação, redução de danos e políticas públicas baseadas em evidências.
Lucas Panoni
Jornalista e produtor de conteúdo na Cannalize. Entusiasta da cultura canábica, artes gráficas, política e meio ambiente. Apaixonado por aprender.
Inscreva-se grátis na nossa Newsletter!
Conheça a nova percepção dos norte-americanos sobre a cannabis
Conheça o Exilby: o primeiro analgésico à base de cannabis
Dose única de psilocibina cura depressão? Saiba o que diz estudo sueco
Bioplásticos de CBD: o próximo grande mercado do cânhamo
Dep. Caio França faz abaixo-assinado por CBD para autistas
CBCM: psiquiatra destaca red flags no uso de psicodélicos
Copyright 2019/2023 Cannalize – Todos os direitos reservados
Solicitação de remoção de imagem
Termos e Condições de Uso