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Regulamentação do cultivo de cannabis: o que vem depois?



13/11/2025


Com a regulamentação do cultivo de cannabis prevista para 2026, novos desafios estão prestes a surgir. Obstáculos que envolvem até a COP 30

Regulamentação do cultivo de cannabis o que vem depois

Regulamentação do cultivo de cannabis o que vem depois

A ministra Regina Helena Costa, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), deixou claro que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tem até março de 2026 para criar regras sobre o cultivo de cannabis medicinal no Brasil e que não vai adiar mais.

Com vários investidores de olho, o cultivo em solo brasileiro promete gerar R$ 5,76 bilhões em receitas líquidas até 2030, superando culturas como soja e algodão, e criando 14 mil empregos, segundo estudos da Embrapa e do Instituto Ficus.

Por outro lado, com uma indústria completamente nova, o que fazer pós-regulamentação? Esse foi um dos assuntos abordados pela pesquisadora e diretora da Embrapa, Beatriz Emygdio, no Cannabis Connection, evento voltado ao mercado canábico que aconteceu na última semana (6).

Desafios para a pós-regulamentação

Segundo ela, não basta apenas um aval da Anvisa, mas também a profissionalização da cadeia produtiva, o estabelecimento de controle de qualidade, testes em larga escala e bastante investimento em C&T (ciência e tecnologia).

“O Brasil vai ser um importador ou exportador de tecnologia? Isso vai depender de como a regulamentação será feita”, acrescenta.

Em sua palestra, a pesquisadora da Embrapa ainda lembrou que será necessário pensar em uma harmonização regulatória e de preços para um mercado saudável, além de avaliar a aceitação pública e entender a demanda.

Meio ambiente

Isso, sem contar com cadeias produtivas sustentáveis. Um dos temas da COP 30, por exemplo, que acontece durante este mês em Belém (PA), é reduzir o uso excessivo de insumos, melhorar o manejo e a eficiência nutricional das lavouras, incentivar a produção de baixo carbono e garantir acesso equitativo aos agricultores.

Embora o cânhamo seja um ótimo conservador de CO², com uma regulamentação estritamente medicinal, aproveitar apenas as flores da cannabis pode gerar resíduos que poderiam ser aproveitados como insumo.

“A cada 10 kg de flores de cannabis, temos 14 kg de resíduo pós-extração. Material de imensa riqueza que pode ser usado como insumo”, acrescentou. “O mundo ideal seria fazer uma regulação industrial junto ao medicinal”, acrescentou.

O caule, as folhas, as sementes e até a raiz da planta têm potencial para produzir uma enorme diversidade de materiais diferentes, estimados em mais de 50 mil tipos de usos.

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Tainara Cavalcante

Jornalista pela Fapcom (Faculdade Paulus de Comunicação) e pós graduada na FAAP (Fundação Armando Alves Penteado) em Jornalismo Digital, atua como produtora de conteúdo no Cannalize, Dr. Cannabis e Cannect. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.