Pela primeira vez na história, a UNESCO destacará a cannabis não apenas na esfera criminal, mas também na cultural

Unesco traz cannabis para debate cultural mundial inédito
Foto: Reprodução
A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) vai colocar a cannabis na pauta de sua principal conferência cultural, que acontece entre 29 de setembro e 1º de outubro.
Pela primeira vez a Mondiacult, conferência que reúne delegações de 194 países, vai inserir a planta em suas discussões globais sobre políticas culturais, marcando um momento histórico. A decisão simboliza uma mudança significativa na forma como a cannabis é percebida no cenário internacional.
O tema chegou à agenda por meio de documentos apresentados por duas entidades: a FAAAT (For Alternative Approaches to Addiction Think & Do Tank) e a Cannabis Embassy. Elas defendem que a cannabis seja reconhecida como parte do patrimônio cultural imaterial da humanidade.
Além disso, apontam que sua utilização tradicional em diferentes comunidades, especialmente em rituais e práticas de sustentabilidade, merece valorização dentro das políticas culturais globais.
Segundo as organizações, esse debate ganha ainda mais peso porque a planta completa cem anos desde sua proibição em convenções internacionais. Agora, líderes globais discutem a cannabis em um contexto cultural e histórico, e não mais exclusivamente sob a ótica criminal.
Para a FAAAT, a Unesco precisa abrir espaço para reconhecer a diversidade de práticas que envolvem a planta, ampliando o respeito às comunidades que mantêm esses saberes vivos.
Ao inserir a cannabis nas pautas da Mondiacult, a Unesco também responde a uma demanda social crescente. Grupos da sociedade civil vêm pressionando governos e instituições internacionais a repensarem a forma como lidam com a planta.
Nesse sentido, a inclusão do tema sinaliza que a organização está disposta a modernizar sua abordagem cultural, incorporando práticas antes marginalizadas.
Com essa decisão, a Unesco pode influenciar políticas públicas em vários países, incentivando governos a respeitarem tradições e a explorarem o potencial da cannabis dentro de estratégias de desenvolvimento sustentável e inclusão cultural.
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Redação
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