Soweto, subúrbio de Joanesburgo, na África do Sul, que ficou conhecido por sua resistência ao apartheid, realiza seu primeiro festival de cannabis com a intenção de educar e desestigmatizar a planta.
Em evento inédito, um festival de cannabis de três dias acaba de ser concluído no subúrbio de Joanesburgo. Os organizadores usaram o evento como uma oportunidade educacional para disseminar informações positivas sobre o mercado canábico à medida que a África do Sul avança na reforma.
O momento, além do significado histórico, é interessante – especialmente devido ao papel de Soweto em ajudar a chamar a atenção global para as injustiças do apartheid durante os anos 1970 e 1980.

Os organizadores do Cannabis Festival realizaram seu primeiro evento no Chaf Pozi, em Orlando East Soweto. O festival durou três dias e serviu de plataforma para muitos usuários protestaram contra a estigmatização da cannabis.
O objetivo do evento parecia não ser apenas a desestigmatização da cannabis, mas também uma forma de esclarecer os benefícios naturais da planta.
Os sul-africanos foram autorizados por lei a cultivar e possuir cannabis de forma privada após a decisão do Tribunal Apex há quatro anos. A decisão levou em conta seções da lei de drogas e tráfico de 1992, e seções da lei de medicamentos e substâncias controladas, de 1965, para alterar a lei.
Embora eventos semelhantes tenham sido realizados na Cidade do Cabo e Sandton, o primeiro festival de cannabis de Soweto deu aos empreendedores a oportunidade de mostrar seus produtos e construir uma rede de contatos dentro do setor.
Os organizadores falaram muito sobre as propriedades medicinais da planta. Kgosi Selebi, um dos idealizadores do evento, comentou em tom emocionado:
“Se minha mãe tivesse acesso ao óleo de CBD, ela ainda estaria viva hoje, mas ela, infelizmente, sucumbiu ao câncer. Isso despertou meu interesse pela cannabis”.
A África do Sul liderou a discussão da reforma em todo o continente nas conversas sobre legalização, bem como abriu novas fontes de produtos para a Europa.
Internamente, a reforma do uso medicinal da cannabis, aliada aos planos de desenvolvimento econômico conectados a todos os aspectos da planta, estão em andamento, mesmo que o partido do governo, o Congresso Nacional Africano, ou ANC, resista a críticas fortes sobre corrupção e eficiência.
No caso do Brasil, é possível importar produtos à base de cannabis para fins medicinais. Se interessa e quer começar um tratamento, clique aqui.
Redação
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