O panorama da cannabis nas farmácias brasileiras mudou desde o começo do ano, quando a Anvisa publicou a RDC 1015/2026. A resolução flexibiliza a produção, dispensação, manipulação e prescrição do medicamento.
O novo panorama da cannabis na farmácia: como a nova legislação da Anvisa muda a produção, dispensação, manipulação e prescritores do medicamento.

O novo panorama da cannabis na farmácia facilita o acesso ao medicamento
O panorama da cannabis nas farmácias brasileiras mudou desde o começo do ano, quando a Anvisa publicou a RDC 1015/2026. A resolução flexibiliza a produção, dispensação, manipulação e prescrição do medicamento.
Confira o que muda com a nova legislação em torno da cannabis medicinal como, por exemplo, maior facilidade no acesso, quais medicamentos poderão ser vendidos e como fica o preço.
As pesquisas nas redes sobre cannabis na farmácia aumentaram desde fevereiro deste ano, quando a Anvisa publicou a RDC 1015/2026.
A resolução que deve começar a vigorar em maio de 2026, trata de regulamentar a produção e comercialização da cannabis medicinal no Brasil. Entre as novas autorizações da agência, estão:
As novas regras da Anvisa sobre cultivo, comércio e prescrição médica prometem tornar o acesso à cannabis medicinal muito mais simples e barato.
Além disso, serve como estímulo para o desenvolvimento de um setor que cresceu 20,5% no ano passado. Conheça as principais mudanças no mercado:
Uma das principais alterações da nova resolução da Anvisa é a ampliação das vias de administração para terapias com cannabis medicinal. Agora, além de cápsulas e óleos, os poderão ser usadas pelas seguintes vias:
Até o final do ano passado, a aquisição de cannabis medicinal no Brasil era feita por meio de associações ou importação de produtores internacionais.
A partir de agora, drogarias e farmácias de manipulação poderão comercializar remédios de cannabis medicinal autorizados pela Anvisa.
A medida melhora o acesso de pacientes à compra de medicamentos essenciais para o seu tratamento.
Além de comercializar, as farmácias de manipulação vão poder preparar medicamentos com o CBD como princípio ativo. A nova resolução autoriza:
Com a mudança da lei, veterinários e dentistas também estão autorizados a prescrever terapias com o canabidiol.
Os medicamentos com cannabis medicinal faziam parte de um grupo de especial, principalmente aqueles que continham THC na fórmula. Por isso, os frascos tinham como identificação a famosa tarja preta.
Os reflexos dessa categorização eram: restrições operacionais das farmácias, burocratização da prescrição de receitas e rejeição dos pacientes em se tratarem com remédios de uso controlado.
Com a publicação da resolução da Anvisa, a cannabis medicinal com até 0,2% de THC na fórmula, passam a ser identificados como tarja vermelha.
Concentrações de THC maiores de 0,2% serão identificados como Notificação A, conhecida também como “receita azul”.
A reclassificação reduz a burocracia e os custos operacionais, além de evitar o estigma social associado a medicamentos “tarja preta”.
Cada ciclo regulatório dura 5 anos. Isso significa que a cada ciclo, as empresas que trabalhavam como cannabis medicinal, precisam renovar a licença para operar.
Até a publicação da RDC 1015/2026, esse processo era delicado, pois não havia critérios e prazos definidos, o que causava insegurança jurídica no mercado.
A resolução que muda o panorama da cannabis na farmácia, deixou o processo de licenciamento junto ao órgão mais transparente, previsível e organizado.
O principal reflexo dessa mudança é tornar o setor medicinal da cannabis mais seguro e atrativo para as empresas.
Uma mudança significativa para o mercado da cannabis medicinal foi a liberação de publicidade técnica para médicos, dentistas e veterinários prescritores de canabidiol.
Com a flexibilização da propaganda para profissionais, as empresas poderão enviar para os profissionais de saúde os seguintes materiais:
A nova regulação permite que os médicos invistam em educação continuada e estejam atualizados com o que há de melhor no mercado canábico para prescrever o tratamento mais assertivo.

Opções como cannabis em spray e creme dermatológico facilitam o acesso a outros tratamentos
Sim. No novo panorama da cannabis na farmácia criado pela resolução atual da Anvisa, vai facilitar e democratizar o acesso à medicamentos com CBD.
A partir de agora, há mais opções de posologias para o tratamento como, por exemplo, spray, inalação e dermatológica para pacientes com problemas de pele.
Além disso, com uma maior regulamentação da agência, a tendência é que a qualidade dos medicamentos aumente, pois haverá um controle maior sobre a qualidade e a origem da cannabis
Apesar da nova resolução ser um avanço no mercado canábico brasileiros, ainda há pontos que precisam ser discutidos.
No dia 26 de março, uma audiência realizada pela Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial, discutiu quais seriam os próximos passos do setor.
O debate sobre a nova resolução da Anvisa levantou uma questão importante: haverá fomento estatal para o desenvolvimento do mercado de cannabis medicinal no país.
O ponto foi: sem incentivo para pesquisa, cultivo, produção e distribuição dos medicamentos, a indústria nacional ainda será refém da importação de insumos. Ou seja, apenas a regulamentação é muito pouco para se estabelecer um mercado nacional forte e autônomo.
Sim. Assim que a RDC 1015/2026 entrar em vigor, farmácias e drogarias serão pontos de dispensação medicamentos à base de cannabis medicinal.
Sim. A nova regulação da Anvisa permite que farmácias de manipulação preparem fórmulas personalizadas para cada paciente e ajustem a concentração de CBD nos medicamentos.
Provavelmente. A produção nacional e mais pontos de vendas nas farmácias entrando no mercado, a tendência é de redução dos custos de produção. Com isso, a expectativa é de produtos mais baratos para o paciente.
A partir de agora, veterinários e dentistas estão habilitados a prescrever cannabis medicinal como parte de seus tratamentos.
A administração da cannabis medicinal foi liberada para as seguintes vias:
A RDC 1015/2026 entra em vigor no dia 04 de maio de 2026.
Sim. Mas apenas para tratamentos de doenças graves.
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Rodrigo Svrcek
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