A denúncia de tráfico aconteceu depois que o envio de um óleo a um paciente associado foi interceptado pela polícia

Juíz rejeita denúncia de tráfico contra associação de cannabis
Nesta semana, o juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, decidiu arquivar a denúncia de tráfico de drogas contra quatro integrantes da Associação Divina Flor, entidade que atua na produção e distribuição de óleo de cannabis para fins terapêuticos.
A acusação surgiu após a interceptação de frascos com óleo de cannabis enviados a um paciente em Santa Catarina. No entanto, o magistrado concluiu que não havia elementos que caracterizassem tráfico.
Segundo ele, o envio foi pontual, destinado ao tratamento de um paciente vinculado à associação, com prescrição médica e documentação regular.
Na decisão, o juiz destacou que a ausência de autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não configura, por si só, crime de tráfico, especialmente quando há finalidade médica comprovada.
Ele também reconheceu que a associação possui estatuto registrado e decisão favorável do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que autoriza sua atuação provisória.
Dessa forma, a estrutura formal da entidade e a ausência de fins lucrativos foram fatores decisivos para o arquivamento da denúncia. O advogado da associação, Felipe Nechar, considerou a decisão um avanço jurídico importante, capaz de reduzir a insegurança que ainda afeta pacientes e entidades que produzem derivados da cannabis para uso medicinal.
A Associação Divina Flor afirmou que a decisão representa mais do que uma vitória judicial. Para os integrantes, trata-se de um reconhecimento do direito à saúde e da autonomia terapêutica, em contraponto à lógica punitiva da guerra às drogas.
O caso reacende o debate sobre o uso medicinal da cannabis no Brasil e reforça a urgência de uma regulamentação clara, que garanta segurança jurídica às associações e aos pacientes que dependem desse tipo de tratamento.
Ontem (16), a a Associação Santa Gaia, sediada em Lins, interior de São Paulo, foi alvo de um mandado de busca e apreensão emitido pela Justiça Estadual.
A ação com mais de 20 policiais surpreendeu diretores, colaboradores e pacientes, resultando na retirada de todo o material de cultivo, laboratório e produtos medicinais utilizados no atendimento de milhares de pessoas. O presidente da associação, Guilherme Augusto Viel continua preso.
Você só pode comprar cannabis legal no Brasil com receita médica. E o primeiro passo para ter acesso é agendar uma consulta.
Se você precisa de orientação, oferecemos um atendimento especializado que te ajuda desde a escolha do médico prescritor até a compra do produto com a nossa parceira Cannect.
As consultas custam a partir de R$99 e você pode agendar agora mesmo clicando aqui ou baixando o aplicativo. Não adie sua saúde, comece seu tratamento com segurança e acompanhamento profissional.
Tainara Cavalcante
Jornalista pela Fapcom (Faculdade Paulus de Comunicação) e pós graduada na FAAP (Fundação Armando Alves Penteado) em Jornalismo Digital, atua como produtora de conteúdo no Cannalize, Dr. Cannabis e Cannect. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.
Inscreva-se grátis na nossa Newsletter!
Argentina cria novos caminhos para a indústria de cannabis
Cannect integra Pill e amplia cuidado para além da cannabis
Regra para cultivo de cannabis entra em vigor no Brasil
Importação de cannabis: por que os pedidos atrasam?
ASPAEC lança nova strain Macieira para associados
Menos adolescentes usam maconha nos EUA
Copyright 2019/2023 Cannalize – Todos os direitos reservados
Solicitação de remoção de imagem
Termos e Condições de Uso