• 16 de agosto de 2022

 Investimentos no setor da cannabis medicinal no Brasil, bom ou ruim?

  Investimentos no setor da cannabis medicinal no Brasil, bom ou ruim?

Empresários já estão fazendo as suas apostas sobre cannabis medicinal no país. No entanto, os medicamentos são inacessíveis para a maior parte dos brasileiros. Será que o mercado será sempre assim?

Depois da resolução RDC 327/2019 que aprovou a venda de medicamentos à base de canabidiol nas farmácias pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a indústria do setor ficou esperançosa.

Isso porque a medida também deu uma certa segurança jurídica nesta área, onde investidores já começaram a investir. 

Exemplo disso, é a brasileira Prati-Donnaduzz, que anunciou a produção de um produto à base de canabidiol (CBD) em abril deste ano (2020), poucos dias depois que a resolução entrou em vigor.

Três meses depois, outras empresas do setor, como GreenHub também anunciaram a produção de medicamentos feitos com cannabis no Brasil. 

E nem precisa ser apenas no mercado farmacêutico. Um aplicativo exclusivamente sobre a planta que faz sucesso no exterior, resolveu trazer a novidade para o país.

A Merk, por exemplo, não tem a intenção de produzir medicamentos, mas deseja contribuir com uma parceria técnico-científica, isso quer dizer que ela vai apenas gerar soluções para evoluçãoda indústria.

Outra empresa anunciou um chamamento para parcerias nesta semana, foi o instituto Tepcar. Além de contribuir com tecnologia, a paranaense visa também a fabricação e o fornecimento de produtos.

Apesar do preconceito contra a cannabis medicinal no Brasil ainda ser forte, a expectativa é que o número crescente de medicamentos nas prateleiras das farmácias, ajudem a conscientizar o público que a cannabis é coisa séria.  

Barateando os Custos

Importar produtos à base de cannabis ainda é muito caro, mesmo assim, de acordo com Gerência de Produtos Controlados (GPCON), mais de 14 mil pessoas fizeram o pedido, desde 2015, 5.140 só este ano até o mês de junho.

Depois da resolução RDC 327/2019, foi esperado que a empresa brasileira tornasse o produto mais acessível com custos mais baixos. No entanto, não foi isso o que aconteceu.  O produto brasileiro de CBD custa mais de dois salários mínimos.

O que se espera é que a concorrência possa ajudar a baratear os custos, de uma forma que mais pessoas possam adquirir a cannabis medicinal de forma legal. 

Pelo menos é o que disse o diretor do instituto Tepcar, Rafael Rodrigues ao Cannalize: “buscamos levar alternativas para a sociedade brasileira, com acesso às tecnologias mais inovadoras ao melhor custo possível”.

Contudo, resta esperar os próximos rumos da cannabis no Brasil para saber se realmente teremos medicamentos que possam ser adquiridos por todos. Claro, sem esquecer do que já foi conquistado até agora. 

 

Tainara Cavalcante

Jornalista e produtora de conteúdo no Cannalize. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.

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