Brittney Griner, bicampeã olímpica de basquete com os Estados Unidos, foi presa na Rússia por carregar óleo de cannabis em sua mala.
A relação esporte-cannabis sofreu um duro golpe. Brittney Griner, atleta da WNBA (Associação Nacional de Basquete Feminino), foi detida pela polícia russa sob a acusação de porte de narcóticos.
Em uma revista especializada, foi constatado a presença de um óleo de haxixe na mochila de mão da jogadora, além de um material para inalação (vaping).
A pivô do Phoenix Mercury, viajou para atuar em um clube russo durante as suas férias da liga americana, algo que costuma fazer desde 2015.
Brittney foi presa no aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou.
Apesar de ser liberado em boa parte dos Estados Unidos, o tratamento feito pela atleta não é permitido na Rússia.
A legislação do país não autoriza nem procedimentos medicinais feitos à base de cannabis. A erva está incluída na Lista 1 de substâncias consideradas como entorpecentes e psicoativas.
Já pelo uso industrial, ela é permitida em poucas ocasiões. Só é liberado se o composto estiver dentro do Registro Estadual de Variedades Vegetais e apresentar um teor de THC menor que 0,1%.
Para casos como este, a lei russa determina uma pena entre cinco a dez anos. Um processo criminal envolvendo a jogadora já foi aberto no país.
Lindsay Kagawa Colas, empresária de Brittney, vem se movimentando para tentar solucionar o ocorrido:
“Estamos cientes da situação com Brittney Griner na Rússia e estamos em contato próximo com ela, sua representação legal na Rússia, sua família, suas equipes e a WNBA e a NBA”.

O panorama fica ainda mais complicado com o momento que vive a Rússia. Por conta da guerra com a Ucrânia, o território russo ficou ainda mais inacessível.
Diversos bloqueios e sanções foram implementadas nas últimas semanas devido ao conflito, o que dificulta a resolução do caso.
Segundo um comunicado do Departamento de Estado Americano, os Estados Unidos vêm encontrando dificuldades para auxiliar os seus cidadãos que estão alocados na Rússia.
Entretanto, Antony Blinken, secretário de estado norte-americano, garantiu o empenho do país na soltura da atleta:
“Sempre que um americano é detido em qualquer lugar do mundo, é claro que estamos prontos para fornecer toda assistência possível, e isso inclui na Rússia”.
Blinken, ainda disse que Joseph Biden, presidente dos Estados Unidos, designou uma embaixada que atuará exclusivamente nessa questão.
Redação
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