Presidente colombiano Gustavo Petro sugere que Donald Trump legalize a maconha e permitir exportações para reduzir violência, tráfico e enfraquecer cartéis

Colômbia pede que Trump legalize a
maconha
Foto: Juan Barreto/ AFP
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que Donald Trump deveria abandonar a política proibicionista e adotar um modelo regulatório que permita o uso adulto e a exportação internacional de cannabis. Segundo ele, essa mudança é essencial para reduzir a violência e enfraquecer os cartéis.
Em uma publicação no X, Petro destacou que “a Colômbia fornece dinheiro e mortes na luta, enquanto os EUA fornecem consumo”. Ele responsabilizou o consumo nos Estados Unidos e o aumento na Europa por 300 mil assassinatos na Colômbia e um milhão de mortes na América Latina.
Dessa forma, Petro disse que sugeriu a Trump “o oposto” do que está sendo feito hoje: eliminar tarifas sobre produtos agrícolas colombianos e legalizar a “exportação de cannabis” como qualquer outro bem. Ele lembrou que a ONU já reclassificou a cannabis nos tratados internacionais, dos quais ambos os países são signatários.
Além disso, o presidente colombiano defendeu que os EUA fortaleçam políticas de prevenção e realizem estudos científicos para avaliar se a proibição é necessária ou se um consumo regulado pelo Estado seria mais eficaz. Para Petro, isso permitiria criar um tratado global mais eficiente para perseguir o capital dos narcotraficantes.
A tensão aumentou depois que Trump chamou Petro de “líder do tráfico ilegal” e o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou o presidente colombiano, sua família e assessores por suposta participação no narcotráfico.
Esse embate ocorre meses após parlamentares colombianos aprovarem, em comissão, um projeto que inicia o processo para legalizar a maconha no país. Petro tem pressionado os legisladores a avançar, afirmando que rejeitar a legalização perpetua o tráfico e a violência.
Em 2023, após visitar os EUA, Petro comentou sobre o cheiro de maconha nas ruas de Nova York, chamando de “enorme hipocrisia” a legalização nos EUA, país que iniciou a guerra global contra as drogas. Ele também liderou a Conferência Latino-Americana e Caribenha sobre Drogas, classificando a política proibicionista como “um genocídio”.
Desde 2022, Petro defende na ONU uma mudança radical na política global de drogas e o fim da proibição. Caso a maconha seja legalizada na Colômbia, ele já sinalizou que pessoas presas por crimes relacionados à cannabis devem ser libertadas.
Trump não apoia a legalização federal, embora tenha afirmado recentemente que uma decisão sobre a reclassificação da maconha nos EUA será anunciada em breve. Até agora, suas ações têm se concentrado em combater cartéis, incluindo ataques extrajudiciais a embarcações em águas internacionais.
Tradução do portal Marijuana Moment
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Redação
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