Durante a Expocannabis Brasil 2025, o fundador da associação Abrace ressaltou como as associações têm sido precursoras para a cannabis nas universidades

‘As associações abriram as portas para a cannabis nas universidades’
A terceira edição da Expocannabis Brasil 2025 começou nesta sexta-feira (14) em São Paulo. As palestras foram divididas em dois palcos: um focado no medicinal e outro para questões regulamentares e de mercado.
Quem estreou a área medicinal foi o fundador da associação Abrace Esperança, Cassiano Gomes, que destacou o papel das associações nos estudos científicos com a planta. Segundo ele, com o cultivo bastante restrito, as entidades têm aberto o caminho da cannabis nas universidades.
Além dele, o público também ouviu o gerente de qualidade da associação, Umberto Pereira Júnior, que evidenciou o resultado de alguns dos estudos, inclusive randomizados e duplo-cegos feitos com os produtos da associação.
“O que a indústria exige é que sejam feitos estudos padrão ouro, que exigem milhões de reais. Para registrar um medicamento, gastaríamos mais ou menos dois milhões de reais. Diferentemente do que a indústria pede, as associações vêm fazendo pesquisas e estudos junto aos seus próprios pacientes”, ressaltou.
A Abrace, que foi a primeira instituição a obter aval judicial para plantar cannabis, já participou de pelo menos 25 estudos científicos que testaram tanto as suas plantas quanto os seus produtos.
“As nossas pesquisas são feitas através dos próprios pacientes que chegam ali e são acolhidos. O que temos feito são pesquisas do mundo real, mostrando como realmente é o mundo”, complementou Cassiano Gomes.
Depois que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou que o governo regulamente a produção da cannabis medicinal no Brasil, as associações esperam poder ser vistas também.
No Brasil, existem cerca de 200 delas, mas a maioria atua na irregularidade. Segundo um levantamento da Kaya Mind, cerca de 40 têm alguma decisão judicial que permite o cultivo e a distribuição dos produtos.
“Eu espero que as associações sejam incluídas. Que essa seja uma regulamentação democrática que permita que possamos ter produtos de qualidade e de baixo custo que também estejam no SUS”, concluiu.
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Tainara Cavalcante
Jornalista pela Fapcom (Faculdade Paulus de Comunicação) e pós graduada na FAAP (Fundação Armando Alves Penteado) em Jornalismo Digital, atua como produtora de conteúdo no Cannalize, Dr. Cannabis e Cannect. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.
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