Cannabis na Esclerose Múltipla é mesmo uma boa opção?

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As colunas publicadas na Cannalize não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem o propósito de estimular o debate sobre cannabis no Brasil e no mundo e de refletir sobre diversos pontos de vista sobre o tema.​

A terapia canabinoide é um tema relativamente novo que ainda está sob investigação. Mas será que já temos todas as respostas quando falamos sobre esclerose múltipla?

Cannabis na Esclerose Múltipla é mesmo uma boa opção?

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Foto: Freepik

O uso da cannabis medicinal na esclerose múltipla é frequentemente discutido no tratamento sintomático e preventivo. Mas o que ninguém fala é que alguns cuidados devem ser tomados quanto à indicação do uso na forma oral. 

Sintomas como comprometimento cognitivo, fadiga e alterações do humor, depressão e ideação suicida, por exemplo, devem sempre ser avaliados.

Mas isso não quer dizer que a cannabis não possa ser utilizada para tratar a doença. Há até remédios comercializados para tratar a condição, como o chamado Nabiximols. Trata-se de um preparado comercial utilizado em vários países com indicação específica para espasticidade na esclerose múltipla.

Leia também: Nabiximol Spray: o que é, para que serve e como comprar

O interessante é que ele contém THC e CBD, na proporção 1:1. Ou seja, tem a mesma quantidade de canabidiol quanto de tetrahidrocanabinol, a famosa substância que gera a alta da maconha.

Estudos mostraram que o Naximbols se mostrou eficaz nas escalas de auto avaliação no uso por até 15 semanas. Após um ano, os resultados ainda indicaram uma melhora nas escalas objetivas de mensuração da espasticidade.

Resultados que sugerem que essa opção terapêutica pode ser utilizada nos pacientes com esclerose múltipla. 

Mas…

Por outro lado, na dor neuropática ou central, os estudos foram realizados por períodos curtos. Por isso, não há uma certeza que o remédio funcione. 

Ainda assim, é importante lembrar que o Nabiximols, e outros produtos com extrato de cannabis, apresentaram resultados conflitantes. 

Embora não seja possível concluir de forma definitiva quanto à sua eficácia, os dados sugerem que esta pode ser uma opção terapêutica em pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais. 

No tratamento dos tremores e da disfunção vesical, por exemplo, o uso de preparos orais de CBD THC ainda estão sendo avaliados.

Conclusão: o CBD e o THC podem ser utilizados nas espasticidade seguidor da esclerose múltipla, sempre observando riscos e benefícios da sua indicação.

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