Conheça as 5 principais curiosidades sobre a dor crônica. Entenda como ela altera o cérebro, a relação com o clima e como a cannabis medicinal atua na dor.
Conheça as 5 principais curiosidades sobre a dor crônica. Entenda como ela altera o cérebro, a relação com o clima e como a cannabis medicinal atua na dor.

A dor crônica está ligada à problemas no sistema nervoso
Quem convive com a dor crônica sabe que ela vai muito além de um desconforto físico passageiro. A condição é conhecida por afetar o humor, o sono, as relações sociais e a produtividade.
No entanto, nos últimos anos a neurociência moderna e a medicina canabinoide têm feito muitas descobertas sobre a relação da cannabis, o sistema nervoso e a doença. Conheça as 5 principais curiosidades sobre as dores crônicas e a cannabis medicinal.
Ainda há pessoas que enxergam a dor como um sinal de alerta: você pisa em um prego, o sistema nervoso avisa o cérebro e você puxa o pé para se proteger. Essa é a dor aguda.
Na dor crônica, o mecanismo é completamente diferente. Mesmo após a lesão física inicial ter cicatrizado o “sistema de alarme” permanece ativo e enviando mensagens de dor para o cérebro.
A partir de então, o sistema nervoso central entra em um estado de hiperexcitabilidade. Com isso, o cérebro passa a interpretar estímulos comuns como toque leve ou uma mudança de temperatura como se fossem dores intensas.
Portanto, a dor crônica deixa de ser o sintoma de uma lesão e passa a ser uma doença primária do próprio sistema nervoso.
Sim, a dor crônica é capaz de alterar a estrutura do cérebro. No entanto, não se preocupe, esse processo é reversível.
O processamento constante de sinais dolorosos, 24 horas por dia, exige tanto esforço do cérebro que pode causar: redução temporária na densidade da massa cinzenta em áreas responsáveis pelo controle emocional e à cognição.
Da mesma forma que o cérebro “aprendeu” a sentir dor e encolheu, estudos mostram que quando o paciente encontra um tratamento eficaz para dor crônica, a massa cinzenta se regenera e recupera o volume normal.
Você já sentiu uma dor física real no peito ou no corpo após um término de relacionamento, uma perda ou um episódio de forte rejeição social? Isso não é força de expressão.
Exames de ressonância magnética revelam que o sofrimento emocional ativa o córtex cingulado anterior, a mesma região responsável por processar sinais de dor relacionados a queimaduras ou fraturas, por exemplo.
É por isso que a ansiedade, a depressão e o estresse não são apenas consequências da dor crônica, mas gatilhos reais que aumentam a intensidade física da dor.
Sim. Pessoas que sofrem com dores as articulações conseguem “prever o tempo” a partir dos incômodos que sentem.
Não é exatamente o frio que inicia o processo de dor nas articulações, mas a queda da pressão atmosférica que antecede as tempestades e frentes frias.
Quando a pressão do ar diminui, ela exerce menos força contra o nosso corpo. Isso permite que os tecidos, fluidos e cartilagens ao redor das articulações se expandam levemente.
Em um paciente que já possui os nervos hipersensíveis devido à dor crônica, essa micro expansão é o suficiente para dar início ao incômodo.
O nosso corpo possui um sistema regulador chamado sistema endocanabinoide, que é responsável por manter o equilíbrio de quase todas as funções como, por exemplo: sono, apetite, humor e a modulação da dor.
Em pacientes com dor crônica, esse sistema costuma estar em desequilíbrio ou esgotado. É exatamente por isso que a cannabis medicinal funciona onde os analgésicos comuns falham.
Os fitocanabinoides da planta mimetizam os compostos que o nosso próprio corpo deveria produzir.
Eles se ligam aos receptores CB1 (no cérebro) e CB2 (no sistema imune), atuando diretamente na redução da inflamação e no ajuste do sistema de alarme da dor.
Porque exames de ressonância avaliam a estrutura física do corpo, enquanto a dor crônica é uma falha na transmissão no sistema nervoso. O sistema de alarme do cérebro fica desregulado e envia sinais de dor mesmo sem nenhuma lesão visível.
Uma dor é classificada como crônica quando ela persiste ou recorre por mais de 3 meses.
Porque os anti-inflamatórios tratam de inflamações locais e agudas nos tecidos. A dor crônica é um problema de hipersensibilidade no sistema nervoso central e no cérebro, onde esses medicamentos não têm eficácia.
Cerca de 70% das células imunes estão no intestino. O desequilíbrio da microbiota intestinal gera uma inflamação de baixo grau que atinge o cérebro, aumentando a percepção e a intensidade da dor pelo corpo.
A dor fragmenta o sono e impede o descanso profundo. Por outro lado, dormir mal reduz o limiar de dor do cérebro no dia seguinte, desativando os amortecedores naturais de sofrimento do corpo e fazendo tudo doer mais.
Porque o uso prolongado de opioides causa tolerância, alto risco de dependência e pode gerar hiperalgesia, um efeito colateral que torna o paciente ainda mais sensível à dor.
Não. O CBD isolado ajuda em dores puramente inflamatórias ou associadas à ansiedade. Já dores neuropáticas e nociplásticas costumam exigir óleos Full Spectrum, capazes de bloquear os sinais de dor diretamente no cérebro.
Não. O repouso absoluto atrofia os músculos e piora a sensibilidade cerebral. O correto é realizar exercícios de baixo impacto, pois liberam endorfinas e funcionam como analgésicos naturais.
Existe uma predisposição genética na forma como o sistema nervoso processa os neurotransmissores da dor. Contudo, são os fatores ambientais que determinam se esses genes serão ativados ou não.
Rodrigo Svrcek
Inscreva-se grátis na nossa Newsletter!
Ensaio clínico testa cannabis em crianças com TEA 2 e 3
Marrocos avança em padrão farmacêutico para cannabis medicinal
Quem são os médicos que prescrevem cannabis no Brasil?
Gabriel Sampaio fala como o óleo de CBD ajuda em sua rotina
Tratamento com cannabis medicinal: um guia sobre a jornada do paciente
Saiba como a cannabis pode ajudar nos sintomas de autismo em adultos
Copyright 2019/2023 Cannalize – Todos os direitos reservados
Solicitação de remoção de imagem
Termos e Condições de Uso