Pela primeira vez na Cannabis Fair, Canna River aposta que o Brasil pode se tornar um dos maiores mercados de cannabis medicinal do mundo.

Canna River chega ao Brasil estreando na Cannabis Fair
Pela primeira vez no Brasil, a norte-americana Canna River participou da 5ª edição da Cannabis Fair, uma feira especializada do setor em São Paulo. A presença da empresa marca um novo passo na aproximação entre marcas internacionais e o mercado brasileiro de cannabis medicinal, que segue em expansão e atrai cada vez mais atenção de players estrangeiros.
Em entrevista à Cannalize durante o evento, o CEO da empresa, Wes, afirmou que o crescimento do mercado brasileiro foi determinante para que a marca passasse a olhar o país com mais atenção.
“Quando o mercado brasileiro começou a ir bem para nós, percebemos a importância de cuidar dos pacientes”, afirmou. Segundo ele, a estratégia da empresa gira em torno de acessibilidade, transparência e qualidade dos produtos. “Queríamos garantir que faríamos parte desse crescimento.”
A empresa ficou conhecida no Brasil principalmente pela linha Ultra Pain, voltada ao manejo da dor, e vem ampliando sua presença entre médicos prescritores e pacientes brasileiros.
Leia também: Canna River Ultra Pain: cannabis no alívio da dor
Questionado sobre o potencial do país, Wes afirmou acreditar que o Brasil pode ocupar posição de destaque global na cannabis medicinal.
“Com base no crescimento que vimos ao longo dos anos, com certeza”, disse. Para ele, o avanço do setor depende principalmente da estabilidade regulatória, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. “Tudo varia conforme a regulamentação.”
Apesar das incertezas regulatórias, o executivo avalia que o mercado brasileiro deve continuar crescendo, inclusive com oportunidades futuras para fornecedores nacionais.
Outro ponto destacado pelo CEO foi a necessidade de construir confiança em um mercado cada vez mais competitivo. Segundo ele, a transparência precisa estar presente em toda a cadeia produtiva.
“Testamos tudo com painel completo: metais pesados, microrganismos, potência, pesticidas, solventes residuais. Tudo deve ser construído com transparência”, afirmou.
Wes também defendeu que a cannabis medicinal precisa se tornar mais acessível financeiramente aos pacientes brasileiros. Para ele, o aumento da oferta global e o amadurecimento do mercado tendem a reduzir custos nos próximos anos.
“O CBD costumava custar 800 ou 900 dólares por quilo nos Estados Unidos. Hoje custa 300 ou 400 dólares. As coisas diminuem com o crescimento do uso”, explicou.
Na visão do executivo, a combinação entre expansão do mercado e regulamentações favoráveis pode ajudar a tornar os tratamentos mais acessíveis. “O paciente deve poder receber o cuidado que merece por um preço justo.”
Lucas Panoni
Jornalista e produtor de conteúdo na Cannalize. Entusiasta da cultura canábica, artes gráficas, política e meio ambiente. Apaixonado por aprender.
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