• 25 de junho de 2022

Associação denuncia prefeito paraguaio por intimidação

 Associação denuncia prefeito paraguaio por intimidação

A entidade que faz a distribuição do fitoterápico precisou suspender a distribuição, o que afetou brasileiros que vivem na fronteira também. 

O prefeito da cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, José Carlos Acevedo, quer proibir a associação Apacam de distribuir o óleo de cannabis para pacientes, que inclusive, engloba brasileiros que moram na fronteira com o país. 

Segundo o líder da entidade, Sandro Sanchez, tanto os paraguaios quanto os brasileiros de Ponta Porã estão preocupados. Trata-se de uma cidade do Mato Grosso do Sul, que faz fronteira com a cidade paraguaia.

A justificativa do prefeito, é que a associação está fornecendo “drogas” para a população. Contudo, a lei 6007 do país permite a distribuição do fitoterápico.

Conflito de interesses?

Segundo Sanchez à Cannalize, o motivo real é o fato do prefeito possuir uma rede de farmácias em Pedro Juan Caballero, que também vendem produtos derivados da planta.

“Aqui, além dos policiais, até os parentes do prefeito usam os produtos da Apacam”, ressalta. 

Na última terça-feira (1), o presidente da associação divulgou um vídeo dizendo que as atividades da entidade estariam suspensas por causa do conflito.

 

Intimidação

Sanchez conta que ainda nesta semana, agentes da Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad) (órgão brasileiro), estiveram na sede da entidade, que fica na linha internacional. 

Após serem informados sobre os critérios para a obtenção do óleo, os agentes passaram a fazer ameaças, que caso a distribuição continuasse, ela teria consequências como a apreensão dos medicamentos e prisão dos responsáveis. 

“A SENAD nunca nos incomodou. Sem contar que o mesmo grupo que veio aqui, foi preso ontem por corrupção lá na capital do Paraguai, era a pressão do prefeito!” acrescenta. 

Sem fornecimento governamental

O governo paraguaio já autorizou a produção de cannabis por 12 empresas no país. Contudo, segundo a lei, 2% da produção não poderia ser vendida, mas teria que ser distribuída.

Sanchez diz que isso não acontece. 

 

Tainara Cavalcante

Jornalista e produtora de conteúdo no Cannalize. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.

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