• 27 de junho de 2022

A cannabis é maior do que todos nós

 A cannabis é maior do que todos nós

Independente de crenças, valores ou posicionamento político, a Cannabis é maior do que todos nós. E isso precisa ser entendido rápido para que o mundo, as Américas e principalmente o Brasil, consigam superar esse período dramático que nós conhecemos como guerra às drogas.

Por que não foi apenas o Brasil que investiu um orçamento de guerra na luta contra substâncias ilícitas e ele certamente não embarcou sozinho nessa missão maluca, de fazer de uma planta como a cannabis a ponta de lança disso tudo, transformando-a na sua maior inimiga.

Para perceber isso, basta olhar para nós mesmos e para os nossos vizinhos.

Mesmo que se queira discutir quem foram os culpados (se o Brasil com a sua pseudociência racista, ou os Estados Unidos com seus interesses comerciais), todos nós já podemos observar claramente qual é o preço por ter de acreditar bravamente nesta grande mentira.

As consequências desta guerra estão em todos os lugares. Nós precisamos de outra direção.

Depois de décadas de luta armada contra uma planta e de diversos países financiando verdadeiros exércitos para esse combate, sem obter sucesso, não existe caminho alternativo que não seja aceitar que sim, a Cannabis é maior do que nós.

Uma plantinha que sempre ofereceu medicina, comida, roupa e abrigo para nós e nossos animais. Que foi traída, marginalizada e perseguida por quase 100 anos. Se recusou a desaparecer e então foi redescoberta como tudo aquilo que os antepassados já sabiam.

Ela vai ficar aí, esperando pelo momento que vão parar de persegui-la e deixá-la provar de uma vez por todas que é na verdade a nossa maior aliada nessa jornada.

Aliada de pessoas como eu, paciente com prescrição médica. Mas também aliada de mães, jardineiros, associações, movimentos de rua, empreendedores e trabalhadores. De crianças, de idosos, dos nossos pets… Enfim.

A cannabis é maior do que eu e você. E isso precisa ser entendido rápido.

Igor Seco

Podcaster, produtor e paciente. Conseguiu acesso ao universo canábico junto da associação Santa Cannabis, onde se tornou paciente para dor crônica. Hoje atua como comunicador e porta voz, entretendo e informando as pessoas através de seus programas de podcast na Radio Hemp.

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