• 28 de fevereiro de 2021

A cannabis como tratamento alternativo para o câncer

 A cannabis como tratamento alternativo para o câncer

Hoje é um dia para nos lembrarmos que o câncer ainda afeta milhares de vidas. Mas qual a relação da cannabis nisso tudo? Confira.

O dia quatro de fevereiro foi escolhido como Dia Mundial do Câncer Infantil. Ele serve para conscientizar as pessoas desta condição, que segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), mata 7,6 milhões de pessoas no mundo a cada ano.

Sabemos que tratar um câncer não é fácil. A quimioterapia, por exemplo, traz uma série de efeitos colaterais que não são nada agradáveis.

Náuseas, vômitos, indisposição, perda de apetite, diarreia, constipação, alterações no humor, fazem parte dos efeitos adversos, e podem prejudicar a qualidade de vida do paciente.

Foto: Freepik

E qual o papel da cannabis?

Não faz muito tempo que a planta começou a aparecer na vida de pessoas diagnosticadas com câncer.

A prática ganhou repercussão a partir da visibilidade, através de notícias e produções audiovisuais.

Um exemplo, é o documentário lançado em 2018 chamado “Maconha Medicinal: cura ou crime?”, que conta a história de mães dos Estados Unidos que precisaram brigar pelo tratamento alternativo.

Ele mostrou a vida de várias crianças que não tinham resultados significativos com os tratamentos convencionais.

O óleo da cannabis, foi o único meio para trazer uma certa melhora.

Mas quais as suas vantagens?

Talvez você deva estar se perguntando: como ela pode ser útil? Vou explicar.

A cannabis possui o que chamamos de canabinoides, pequenas moléculas presentes na planta que podem influenciar o nosso organismo.

Elas agem através de um sistema do corpo chamado Sistema Endocanabinoide, que ajuda a regular várias funções, como fome, humor, sono, e também o sistema nervoso e imunológico.

Quando algo não está funcionando corretamente, o próprio organismo produz canabinoides, que ajudam nesta restauração.

O problema é que às vezes os nossos canabinoides podem não ser suficientes por uma série de fatores. O que nos faz recorrer a canabinoides externos.

Através do Sistema Endocanabinoide, os canabinoides da planta podem regular as funções prejudicadas pela quimioterapia e até no alívio das dores.

É aí que entra a cannabis. Em países onde ela é mais flexível, o seu uso para os efeitos da quimioterapia tem crescido.

Nos Estados Unidos, por exemplo, há até remédios específicos para amenizar os sintomas, com o Dronabinol e Nabilone, aprovados pela Food and Drug Administration (FDA). Uma espécie de Anvisa do país.

No Canadá, outro remédio bem famoso é o Nabiximols, também chamado de Sativex no Reino Unido e Mevatyl no Brasil. Embora ele seja recomendado para Esclerose Múltipla, também é usado para tratar dores em casos de câncer avançado.

Ação nas células cancerígenas

Há pesquisas que também indicam a ação dos canabinoides no controle das células cancerígenas.

Embora ainda precise de mais investigações, o assunto tomou grande repercussão nos Estados Unidos depois que o próprio Instituto Americano do Câncer admitiu que a planta pode matar as células cancerígenas, além de impedir o crescimento de novas células.

A posição veio depois de um estudo de dois anos em ratos com câncer, onde a princípio, foi percebido uma diminuição do tumor dos bichos.

Ela atua como um anti-inflamatório, bloqueando o crescimento das células além de prevenir o crescimento de vasos sanguíneos que alimentam o tumor. Também lutando contra os vírus e aliviando dores musculares.

ATENÇÃO: É importante ressaltar que o óleo de cannabis só pode ser administrado com uma prescrição médica.

Avatar

Tainara Cavalcante

Jornalista e produtora de conteúdo no Cannalize. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.

Mais Notícias