CFM abriu consulta pública sobre avaliação e tratamento do TEA. Saiba quais pontos estão em discussão e como as contribuições serão usadas.

CFM abre consulta sobre avaliação e tratamento do TEA
O Conselho Federal de Medicina (CFM) abriu uma consulta pública para receber contribuições sobre a avaliação e o tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil.
A iniciativa recebe contribuições de médicos, profissionais de saúde, pessoas com diagnóstico de TEA, familiares, cuidadores e outros interessados. Depois, o CFM vai analisar as respostas para elaborar orientações sobre o tema.
A consulta pública apresenta cinco perguntas sobre o diagnóstico e o cuidado de pessoas com TEA.
Primeiro, o CFM questiona o papel da avaliação psiquiátrica no processo de diagnóstico. O Conselho também pergunta se os sinais clínicos, as alterações psicopatológicas e os comprometimentos do desenvolvimento devem orientar o diagnóstico e o prognóstico.
Além disso, a consulta aborda a participação de diferentes especialidades médicas e de outros profissionais de saúde na definição do tratamento.
Outro ponto envolve as comorbidades, que são condições que podem ocorrer junto ao TEA. Nesse caso, o CFM busca discutir como essas condições podem influenciar a avaliação e o cuidado.
Por fim, o Conselho pergunta se o registro obrigatório dos diagnósticos diferenciais poderia tornar o processo mais claro e seguro. Esse termo se refere às condições que os profissionais precisam considerar e descartar durante a avaliação.
Segundo o CFM, os sinais associados ao TEA variam entre as pessoas e podem aparecer em diferentes momentos da vida. Além disso, algumas pessoas apresentam outras condições de saúde, como ansiedade, epilepsia, deficiência intelectual e transtornos do sono.
Por isso, o Conselho destaca a importância de reunir diferentes informações durante a avaliação. O diagnóstico considera a história clínica, o desenvolvimento da pessoa e a observação de sinais.
Nesse processo, diferentes profissionais podem participar da avaliação. O CFM afirma que uma análise incompleta pode contribuir para diagnósticos tardios ou equivocados. Além disso, pode levar a tratamentos que não correspondam às necessidades individuais.
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Depois do período de contribuições, o CFM vai analisar as respostas recebidas. O material poderá ajudar o Conselho a elaborar futuras orientações sobre a avaliação e o tratamento do TEA no país.
A consulta também dá continuidade a discussões anteriores do CFM sobre o tema. Em dezembro de 2025, por exemplo, o Conselho participou de uma audiência pública na Câmara dos Deputados sobre neurociência e TEA.
Na ocasião, representantes do CFM destacaram a importância da precisão diagnóstica, do rigor metodológico e da qualificação profissional. Eles também defenderam a integração entre saúde, educação e assistência social.
Lucas Panoni
Jornalista e produtor de conteúdo na Cannalize. Entusiasta da cultura canábica, artes gráficas, política e meio ambiente. Apaixonado por aprender.
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