Os Bioplásticos de CBD estão revolucionando o mercado global de Cannabis, que costuma ser associado imediatamente aos óleos de CBD para ansiedade ou às flores medicinais.
Como os bioplásticos de CBD à base de cânhamo e outros subprodutos estão criando um mercado bilionário e sustentável para substituir o plástico de petróleo.

Os bioplásticos de CBD podem revolucionar toda uma industria
Os Bioplásticos de CBD estão revolucionando o mercado global de Cannabis, que costuma ser associado imediatamente aos óleos de CBD para ansiedade ou às flores medicinais.
No entanto, uma mudança silenciosa está acontecendo nos laboratórios de biopolímeros nos últimos anos. A bola da vez é o cânhamo industrial, especificamente a utilização de subprodutos da extração de CBD para a criação de bioplásticos.
Esta inovação promete redefinir a demanda industrial, oferecendo uma alternativa real, biodegradável e economicamente viável ao plástico derivado do petróleo.
O bioplástico de cânhamo é um material composto orgânico produzido a partir da celulose encontrada no talo e nas fibras da planta Cannabis sativa.
Atualmente, a grande inovação envolve a utilização da biomassa residual que sobra após a extração do CBD.
Esse material, então, é transformado em polímeros que podem substituir o polipropileno e o poliestireno, com a vantagem de se biodegradarem em menos de 6 meses, contra os 500 anos do plástico convencional.
Nos últimos anos, a febre do CBD fez com que milhares de hectares de cânhamo fossem plantados ao redor do mundo.
Porém, a extração de canabinoides utiliza apenas uma fração da planta. Por isso, sempre se fez a seguinte pergunta: o que fazer com caules, fibras e resíduos que sobram?
É aqui que pode começar a virada industrial. Em vez de descartar esse excedente, indústrias petroquímicas e startups de biotecnologia descobriram que a resina e a celulose resultantes do processamento do cânhamo possuem as seguintes propriedades mecânicas:
Isso significa que a planta absorve mais dióxido de carbono da atmosfera durante seu crescimento do que o processo industrial emite para fabricar o bioplástico.
A monocultura focada apenas no CBD medicinal gerou, em alguns momentos, uma superprodução e a consequente queda nos preços da matéria-prima.
A abertura do mercado de plásticos e compósitos baseados em cânhamo cria uma demanda industrial contínua.
Grandes marcas globais já estão testando o bioplástico de CBD em embalagens de cosméticos, filamentos de impressão 3D, peças internas de carros e eletrônicos de consumo.
Ao criar uma utilidade para os resíduos do CBD, o custo de produção do cânhamo cai, tornando o produto mais competitivo frente ao petróleo.
Não. O cânhamo industrial utilizado para fins têxteis e de bioplásticos possui menos de 0,3% de THC (componente psicoativo).
Além disso, o processo de transformação da celulose elimina qualquer traço de canabinoides ativos. O material final é 100% seguro, atóxico e livre de BPA.
Enquanto o plástico comum derivado do petróleo leva de 400 a 500 anos para sumir do planeta, o bioplástico de cânhamo comercial se decompõe totalmente em um período que varia de 3 a 6 meses em condições de compostagem industrial, sem deixar microplásticos nocivos no solo.
O principal desafio atual é a escala de produção. A infraestrutura global de refino de petróleo existe há mais de um século e é extremamente barata.
A indústria do cânhamo ainda está construindo suas cadeias de suprimentos e plantas de processamento de polímeros em larga escala para conseguir competir em preço centavo por centavo.
Rodrigo Svrcek
Inscreva-se grátis na nossa Newsletter!
Dose única de psilocibina cura depressão? Saiba o que diz estudo sueco
CBCM: psiquiatra destaca red flags no uso de psicodélicos
A estratégia de Allan Paiotti para o futuro da cannabis
Estudo: Cannabis estava no cotidiano do período neolítico
Nos EUA, bafômetro de THC quer detectar cannabis no hálito
A OMS reconhece o uso medicinal da cannabis?
Copyright 2019/2023 Cannalize – Todos os direitos reservados
Solicitação de remoção de imagem
Termos e Condições de Uso