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Microdoses de psilocibina: alternativa para saúde mental e dor



13/12/2025


Microdoses de psilocibina alternativa para saúde mental e dor

Microdoses de psilocibina alternativa para saúde mental e dor

As microdoses de psilocibina tem chamado atenção no mundo inteiro como uma prática capaz de promover mudanças sutis, porém significativas no funcionamento emocional e cognitivo.

Doses muito pequenas, de 100mg  a 200mg do cogumelo seco da espécie Psilocybe cubensis em dias alternados, provocam em muitas pessoas melhora da ansiedade, aumento da criatividade e melhora dos sintomas depressivos.

O fascínio pela microdosagem não vem de promessas exageradas, mas de depoimentos consistentes e, cada vez mais, de estudos que começam a esclarecer seus mecanismos.

Pesquisas sugerem que a Psilocibina, mesmo em doses mínimas, pode estimular a neuroplasticidade, modular circuitos ligados ao estresse pós traumático e melhorar os sintomas da depressão refratária ao tratamento convencional.

Leia também: Psilocibina: entre o sagrado ancestral e a medicina do futuro

Isso ajuda a compreender por que tantos usuários descrevem uma sensação de “clareza” mental, como se o cérebro funcionasse com menos ruído e mais fluidez.

Alguns estudos e séries de casos sugerem que microdoses de Psilocibina podem reduzir a intensidade da dor, especialmente em quadros neuropáticos e em condições que se sobrepõem a sintomas emocionais, como enxaqueca e fibromialgia.

Integração das funções cognitivas

Embora não substitua psicoterapia ou tratamentos formais, a microdosagem se destaca pela integração das funções cognitivas.

Não exige interrupções, não provoca efeitos psicodélicos e não compromete trabalho ou responsabilidades diárias. Pelo contrário: muitas pessoas relatam aumento de produtividade, menos procrastinação e maior flexibilidade para lidar com desafios cotidianos.

O uso terapêutico da Psilocibina é permitido na Austrália, na Nova Zelândia, na Alemanha e na República Tcheca. No Brasil, os cogumelos da espécie Psilocybe cubensis podem ser comercializados livremente, pois não há proibição específica para o organismo vivo.

Contudo, a Psilocibina, o princípio ativo responsável pelos efeitos, não tem seu uso terapêutico regulamentado, apesar do crescente interesse da comunidade científica. Alguns estudos já estão em andamento em território nacional, reforçando a expectativa de que o nosso país avance na discussão sobre seu potencial terapêutico nos próximos anos.

A microdosagem de Psilocibina se posiciona como parte de um movimento maior: o de revisitar substâncias naturais com olhar terapêutico, humano e responsável. Uma prática que valoriza um saber ancestral e ganha espaço na medicina do futuro.

Sobre as nossas colunas

As colunas publicadas na Cannalize não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem o propósito de estimular o debate sobre cannabis no Brasil e no mundo. Além de de refletir sobre diversos pontos de vista sobre o tema.​

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Lucas Lomba

Dr. Lucas Monteiro Lomba, Médico Especialista em Acupuntura com Especialização em Dor pela USP. Prescritor de Cannabis Medicinal e Palestrante. CRM-SP 154.510 | RQE 133743