A pesquisa sobre o uso de cannabis para Parkinson já mostrou bons resultados e nehuma desistência por efeitos adversos

Estudo da Unesc sobre cannabis para Parkinson tem resultados animadores
A Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense) está conduzindo um estudo clínico inédito no Brasil. A ideia éavaliar os efeitos da cannabis medicinal associada ao exercício físico em pessoas com doença de Parkinson nos estágios iniciais (1 a 3).
A pesquisa, iniciada há um mês e com término previsto para 15 de dezembro, já apresenta resultados promissores. Além disso, não registrou nenhum caso de desistência por efeitos colaterais.
O projeto integra o ProPark (Programa de Atendimento aos Portadores de Parkinson), que há anos oferece acompanhamento físico e terapêutico.
Agora, o grupo participa do ensaio clínico realizado no Laboratório de Fisiopatologia Experimental da Unesc, em parceria com o Laboratório de Plantas Medicinais e com apoio da associação de pacientes Santa Cannabis.
A equipe farmacêutica coordena um estudo duplo-cego e randomizado, garantindo rigor científico. O protocolo prevê duas sessões semanais de exercícios de 45 minutos durante 12 semanas, com atividades que incluem alongamentos, treinos aeróbicos, exercícios de força e técnicas de equilíbrio.
Atualmente, 44 pacientes participam do estudo. Metade recebe óleo full-spectrum, rico em todos os compostos da planta, e a outra metade utiliza placebo. Nenhum participante apresentou reações adversas significativas até o momento, o que já indica um dado relevante.
Além do acompanhamento físico, os voluntários tomam o óleo por via oral, começando com duas gotas pela manhã e duas à noite, aumentando gradualmente conforme a tolerância individual.
O objetivo é analisar não apenas os sintomas motores, mas também marcadores inflamatórios e bioquímicos, buscando entender como a Cannabis pode contribuir para reduzir processos inflamatórios associados ao Parkinson.
Com adesão total dos participantes e ausência de efeitos adversos relevantes, o estudo indica que a combinação de Cannabis medicinal e exercícios pode se tornar uma alternativa segura e eficaz para melhorar a qualidade de vida de pessoas com Parkinson. Os resultados finais serão divulgados após a conclusão do protocolo, em dezembro.
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Tainara Cavalcante
Jornalista pela Fapcom (Faculdade Paulus de Comunicação) e pós graduada na FAAP (Fundação Armando Alves Penteado) em Jornalismo Digital, atua como produtora de conteúdo no Cannalize, Dr. Cannabis e Cannect. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.
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