Um grupo antimaconha iniciou uma nova campanha publicitária para impedir a possível reclassificação da cannabis pelo governo dos Estados Unidos

Grupo antimaconha lança campanha contra cannabis
A organização chamaa SAM (Smart Approaches to Marijuana), conhecida por sua postura contrária à legalização da maconha, lançou nesta semana um anúncio de TV direcionado ao presidente Donald Trump.
O comercial já está no ar em estados estratégicos como Iowa e Carolina do Sul, locais importantes nas primárias do Partido Republicano. O objetivo do grupo é claro: pressionar Trump a se opor à reclassificação da maconha em nível federal.
Atualmente, a substância está classificada como droga de nível I, ao lado da heroína. A proposta em discussão é rebaixá-la para o nível III, o que indicaria um potencial de abuso menor.
No entanto, o grupo antimaconha acredita que essa mudança seria um erro grave. De acordo com a SAM, a reclassificação da cannabis poderia facilitar ainda mais o avanço da indústria da maconha no país.
Segundo eles, isso traria riscos à saúde pública, em especial para os jovens e adolescentes.
Além disso, o grupo afirma que a medida teria implicações políticas. Eles acreditam que muitos eleitores conservadores, uma base importante de Trump, são contra a liberação da maconha. Portanto, adotar uma posição favorável à reclassificação poderia afastar parte desse eleitorado.
O anúncio de TV exibe imagens de adolescentes consumindo cannabis, sugerindo que a reclassificação estimularia o uso precoce da substância.
O vídeo também acusa a indústria da maconha de usar táticas agressivas de marketing para atingir o público jovem, comparando suas ações às de empresas de tabaco e álcool no passado.
Ao mesmo tempo, o comercial elogia a postura anterior de Trump. Durante seu governo, ele não apoiou a legalização federal da maconha, apesar de manter certa neutralidade sobre as decisões dos estados.
Tell @POTUS, don’t hand a win to Mexican cartels and the Chinese Communist Party.
Illegal marijuana grows run by cartels, backed by CCP-linked actors, are flooding our communities.
Rescheduling marijuana from Schedule I to Schedule III rewards them with tax breaks.
Tell Trump… pic.twitter.com/IA3hLoJQXC
— SAM (@learnaboutsam) July 30, 2025
Agora, o grupo antimaconha quer que o presidente assuma uma posição mais firme contra a mudança proposta pela DEA (Administração de Controle de Drogas).
A pressão acontece em um momento crítico. No ano passado, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos recomendou oficialmente que a cannabis fosse reclassificada para a lista III. A recomendação veio após um pedido do ex-presidente Joe Biden para revisar a política de drogas.
Agora, cabe à DEA tomar a decisão final. E a expectativa é de que isso ocorra ainda em 2025.
Diante disso, a SAM intensificou sua atuação. O grupo antimaconha tem promovido reuniões com autoridades, publicado artigos de opinião e financiado anúncios para convencer o público e os líderes políticos de que a reclassificação seria perigosa.
Segundo a entidade, a medida poderia normalizar o uso da maconha, aumentar os casos de dependência e dificultar o controle da substância.
Por outro lado, defensores da reclassificação argumentam que a maconha tem benefícios comprovados para várias condições médicas. Além disso, afirmam que a atual classificação da substância é desatualizada, baseada em preconceitos antigos e sem respaldo científico.
Eles também destacam que a reclassificação não legalizaria a maconha, mas apenas facilitaria a pesquisa e o acesso médico controlado.
Mesmo assim, o grupo antimaconha insiste que qualquer flexibilização nas regras representa um risco. Para eles, reclassificar a substância abriria brechas para o avanço da legalização total, algo que a organização combate há anos.
Com as eleições presidenciais se aproximando, o debate sobre a cannabis promete ganhar ainda mais destaque. O grupo antimaconha deve continuar investindo em campanhas e buscando aliados entre políticos conservadores.
Enquanto isso, a decisão da DEA segue pendente, e o futuro da cannabis nos Estados Unidos permanece incerto.
Assim, a propaganda lançada pela SAM representa apenas o início de uma nova fase da batalha. De um lado, ativistas e médicos pedem mudanças nas leis.
Do outro, o grupo antimaconha reforça sua oposição com estratégias cada vez mais diretas. O resultado desse embate pode influenciar não só a política de drogas, mas também os rumos das eleições de 2024.
Com informações do Marijuana Moment
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Redação
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