Morto devido a evolução de um câncer, o canadense ficou conhecido por lutar pela planta e no octógono.
Uma notícia divulgada no último domingo (11) abalou o mundo da luta. Elias Theodorou, ex-integrante do UFC, morreu em função de um câncer de fígado em estágio avançado.
Vários nomes importantes do MMA como Thiago Marreta, Michael Chiesa e Dana White, esse último o presidente da competição, homenagearam o canadense através das suas redes sociais.
Aos 34 anos de idade, o ex-atleta tinha dois grandes propósitos instaurados em sua vida: as vitórias no octógono e a luta pelo uso medicinal da cannabis.
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Foto: In Magazine
Elias teve uma carreira de sucesso dentro da sua profissão. O começo, porém, foi um pouco conturbado. Após uma derrota em uma luta amadora viralizar na Internet, ele recebeu o apoio do seu pai para largar a faculdade e seguir o sonho de entrar para o UFC.
O grande salto da sua trajetória foi o reality show The Ultimate Fighter Nations, disputado entre lutadores do Canadá e Austrália, no qual se sagrou campeão da categoria peso-médio.
A partir daí veio a realização do grande objetivo. Em 2014, após destaque em outros torneios, Elias Theodorou ingressou no UFC, onde ficou até 2020, com um retrospecto de oito vitórias e três derrotas durante o período.
Especialista em artes marciais mistas, o canadense participou de outros eventos importantes do esporte, inclusive, o Bellator 64, a segunda maior competição estadunidense do ramo.
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Foto: Bjpenn
Elias ganhou bastante notoriedade por sua atuação fora dos ringues, devido a sua luta pela cannabis medicinal, que tende ganhar mais espaço dentro do esporte com a diminuição de barreiras no meio.
O seu primeiro contato com a erva veio a partir do treinador Lachlan Cheng, que o comandou por mais de 10 anos. Durante o período, o técnico começou a fazer uso de produtos feitos com a planta, o que despertou a curiosidade do lutador.
Inicialmente, ele começou a utilizar a maconha para tratar uma neuropatia bilateral (danos nos nervos) nas suas extremidades posteriores. “Lutar é uma rotina, então minhas opções de medicamentos eram opioides, analgésicos ou a cannabis”, comentou em entrevista para o portal High Times.
Em 2020, Elias Theodorou se tornou o primeiro atleta a receber uma isenção de uso terapêutico no grupo de testes da USADA (Agência Antidoping dos Estados Unidos). Apesar disso, a organização do UFC não aceitou a sua solicitação e recomendou apenas o consumo de medicamentos convencionais.
Entenda: Pesquisa mostra que a maioria dos lutadores de UFC utilizam a cannabis medicinal
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Redação
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