• 17 de maio de 2022

Uma discussão sobre overtraining, recuperação e o canabidiol

 Uma discussão sobre overtraining, recuperação e o canabidiol

A prática de exercícios físicos e esportes tem crescido exponencialmente nos últimos anos. E como consequência, há um aumento no número de lesões sofridas pelos praticantes. 

Apesar de o tipo da lesão depender de fatores como a modalidade esportiva, a frequência e a intensidade dos treinos e fatores intrínsecos ao indivíduo, uma recuperação efetiva é vital para prevenção das lesões musculoesqueléticas e um bom desempenho esportivo.

Melhor rendimento

O treinamento esportivo gera uma série de estímulos estressores nos sistemas musculoesquelético, cardiorrespiratório, neuroendócrino que promovem um desequilíbrio no organismo e produzem uma resposta adaptativa positiva, com o objetivo de recuperar a homeostase, isto é, o equilíbrio. 

Essa é uma resposta normal do treinamento e o aumento progressivo na carga de treino, seguido de uma recuperação suficiente, tem como resultado um atleta com um melhor rendimento e com menos riscos de lesões.

Porém, quando há um desequilíbrio na relação estresse e recuperação, ultrapassando a capacidade do atleta em se adaptar à sobrecarga psicofisiológica imposta, pode ocorrer uma diminuição no desempenho esportivo e um risco aumentado de lesões, tendo potencial de ser revertida em poucos dias ou não – caracterizando os conceitos de overreaching e overtraining.

O que é Overreaching e  overtraining

Overreaching ocorre devido ao treinamento excessivo associado a um tempo insuficiente de recuperação após o exercício físico, resultando em uma diminuição da capacidade de rendimento.

Que pode ser restaurada em alguns dias ou duas semanas após a diminuição das cargas de treino ou afastamento dos treinamentos. 

Já o overtraining, ou supertreinamento, é considerado uma síndrome complexa decorrente do desequilíbrio entre o estresse físico e mental do treinamento e a baixa qualidade de recuperação.

O que contribui com uma fadiga e deterioração do desempenho de forma crônica e progressiva, acarretando alterações emocionais, hormonais, imunológicas e lesões musculoesqueléticas, como as fraturas por estresse.

Recuperação ideal

E qual é a chave para o sucesso na busca pela recuperação ideal? Além de um treinamento esportivo com cargas otimizadas, respeitar o tempo de sono, descanso e regeneração, identificando precocemente os sintomas de supertreinamento. 

A recuperação, ainda, pode ser potencializada pelas propriedades terapêuticas da cannabis, especialmente do canabidiol (CBD), um dos fitocanabinoides mais estudado.

Ação anti-inflamatória

O CBD tem potenciais analgésicos, anti-inflamatórios, ajuda a dormir, alivia a fadiga, reduz o estresse e a ansiedade e otimiza o sistema imunológico.

A ação anti-inflamatória do CBD contribui para a otimização da recuperação, já que modula a resposta inflamatória adaptativa que ocorre após os exercícios físicos.

E sem fazer baixa no sistema imune, prevenindo que lesões agudas cronificam e estimulando a adaptação e regeneração muscular e tecidual, sem prejudicar a performance esportiva. 

Ao contrário dos anti-inflamatórios não esteroidais, como ibuprofeno, cetoprofeno, diclofenaco, que diminuem a resposta inflamatória artificialmente, atrasando a recuperação tecidual e muscular, e podem contribuir para a cronificação de lesões agudas em esportistas.

Ainda, como atua promovendo relaxamento e melhorando a qualidade do sono, o CBD oferece também um reforço ao tempo de descanso adequado, podendo equilibrar a relação estresse e recuperação decorrente do treinamento esportivo.

O uso do CBD em praticantes de exercício físico e atletas tem se mostrado cada vez mais benéfico, aumentando a oportunidade de recuperação do atleta.

Bem como o seu desempenho, atuando nas lesões decorrentes da prática prolongada e intensa de exercícios físicos e diminuindo as consequências da ingestão de outros medicamentos e suplementos.

Jessica Durand

Médica graduada pela Universidade Cidade de São Paulo, pós-graduada em Medicina Esportiva pelo Instituto Vita e em Cannabis Medicinal pela Unyleya. Possui certificação internacional em terapias à base de cannabis pela Green Flower. Atleta amadora, enxerga na prática clínica o potencial da cannabis medicinal na qualidade de vida e bem-estar dos pacientes, com foco especial em praticantes de atividades físicas e atletas amadores, semiprofissionais ou profissionais. Compõe o núcleo de medicina esportiva da Gravital, atuou como consultora de assuntos médicos do Atleta Cannabis.

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