• 25 de junho de 2022

Polícia entra na fazenda da Apepi com mandado de busca e apreensão

 Polícia entra na fazenda da Apepi com mandado de busca e apreensão

A equipe foi pega de surpresa e tiveram até os celulares pessoais apreendidos. Felizmente a juíza revogou o pedido. 

Na tarde de hoje (26) a Polícia entrou na fazenda da Associação de Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal (Apepi) para uma busca e apreensão. 

Os cultivadores foram pegos de surpresa e segundo relatos, até os celulares foram apreendidos quando a equipe tentava filmar as buscas.

O mandado foi feito pela juíza local Katylene Collyer Pires, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o documento, ela pediu uma busca com urgência. 

“A gente fez uma visita no décimo batalhão militar da região. Falamos com o comandante, falamos que lá existia uma associação e que a gente plantava maconha”. acrescentou a coordenadora executiva Margarete Santos Brito.

Segundo a diretoria da Apepi, eles tinham agendado uma visita para a polícia conhecer a fazenda amanhã (27), mas não foi o que aconteceu. 

A associação estava com 1.400 plantas, para ajudar cerca de 650 associados. 

Felizmente, no final da tarde a juíza revogou o despacho e pediu para voltar à situação anterior. 

Não é a primeira vez

Essa não é a primeira vez que a associação passa por um momento de sufoco.  No ano passado (2020), a entidade havia obtido uma liminar para o cultivo legal, no entanto, logo foi derrubada. 

No mês passado (março de 2021), a associação teve o número de celular que mantinha contato com os associados banido do whatsapp.  O contato foi banido por “promover a venda de drogas ilegais, recreativas e sujeitas a prescrição médica”.  

O número voltou a funcionar no aplicativo às 17 horas do mesmo dia, embora sem uma resposta.

 

 

Tainara Cavalcante

Jornalista e produtora de conteúdo no Cannalize. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.

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