• 25 de junho de 2022

Minha relação com a cannabis esta mudando

 Minha relação com a cannabis esta mudando

Jasmine I. Espy é escritora, produtora e diretora de um documentário que estreou a pouco tempo, chamado My Gold Lining e recentemente ela contou suas experiências com a cannabis medicinal para o site HighTimes.

Epsy começou a usar cannabis por causa de uma doença que a acompanha a muitos anos, doença essa que segundo os médicos, não existe cura, mas ela determinada e confiante decidiu procurar saber mais sobre o assunto, e conseguiu encontrar alívio através da planta, como ela mesmo relata.

“Nas primeiras semanas de isolamento, por causa da pandemia de COVID-19, eu percebi que eu estava fumando mais do que o comum. Geralmente quando eu sinto dor, procuro por um anti-inflamatório, eu amasso algumas flores e enrolo em um papel de cânhamo, ajeito o pavio e inalo.

Desde o meu primeiro ano da faculdade, a cannabis se tornou meu alívio para uma doença de pele que desenvolvi no ensino médio, chamada Hidranite Supurativa (HS) que causa furúnculos e cistos em locais onde a pele toca a pele.

Para as pessoas que não estão familiarizadas com a condição inflamatória da pele, na melhor das hipóteses, isso se manifesta como furúnculos do tamanho de ervilhas nas áreas como axilas, nádegas e virilhas.

Na pior das hipóteses, surge como uma bola de golfe e queima deixando cicatrizes, ou pode também soltar pus durante 24 horas em todo o corpo.

Alguns pacientes relataram furúnculos e lesões no couro cabeludo e as orelhas. Já imaginou por um segundo da vida, onde cada vez que você levanta e abaixa suas axilas, não existe nada além de pele crua, feridas abertas e pus. Parece horrível, certo? E realmente é.

É por isso que fumo cannabis e defendo sua descriminalização, especialmente para pessoas de cor. Ao longo dos anos, tive que procurar alivio sozinha, porque infelizmente não existe nenhuma cura para o HS. Comecei com mudança de dieta por adaptação de um estilo de vida vegano/vegetariano, que por consequência me fez emagrecer.”

Remissão e recaída

“Por um período de 2 anos eu estava em remissão. As feridas sobre meu peito, costas e meu estomago começaram a melhorar e afetar positivamente meu humor e qualidade de vida. Durante esse tempo, deixei de usar a cannabis como um analgésico natural e passei a usar para dormir.

Então, depois de dois anos, eu tive um furúnculo do tamanho de uma bola de tênis em um lugar muito íntimo do meu corpo. Eu não conseguia andar. Fiquei de cama por duas semanas. Cerca de uma semana e meia, visitei meu médico.

Comecei a fumar de novo para controlar a dor quando novas lesões começaram a aparecer no meu corpo. Minha teoria é que laticínios da minha dieta ajudou a causar o HS. É só uma teoria, pois, os pesquisadores não descobriram o porque e como o HS se manifesta dentro do corpo.

Alguns estudos mostraram que a dieta pode ajudar no desenvolvimento, mas não existem estudos clínicos que provam isso. No entanto, pacientes como eu testam vários métodos alimentares, através do veganismo à dieta cetogênica para diminuir o HS.

Recentemente, voltei com a minha dieta, e minhas crises não aconteceram como tanta frequência. Eu ainda fumo para controla a dor que vem e vai, mas nos dias de hoje, eu uso flores para controlar a dor e regular a ansiedade.

Recentemente, porém, percebi que estou cansado de fumar. Não sei se meus pulmões estão cansados, meu cérebro está cansado, ou os dois, mas tenho tido mais interesse em consumir cannabis através de tinturas, chás, doses controladas de comestíveis e pomadas para a pele.

Não somente isso, mas tenho um desejo de testas a infinidade de canabinoides que a planta tem para oferecer, porque cada canabinoides pode ter benefícios específicos para o corpo.”

Meu relacionamento com a cannabis mudou drasticamente ao longo dos anos. Cresci de uma novata no assunto que não sabia nada sobre as propriedades medicinais a uma defensora pronta para compartilhar os benefícios da cannabis com o mundo.”

Referências:

Bruno Oliveira

Tradutor e produtor de conteúdo do site Cannalize, apaixonado por música, fotografia, esportes radicais e culturas.

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