Para o CEO da Bem Bolado, já está na hora de começar a seguir as tendências globais e ampliar o debate sobre um mercado de cannabis

Debate sobre o mercado de cannabis precisa ser ampliado
Com um mercado global que já movimenta mais de US$ 175 bilhões, empresas como a Bem Bolado Brasil atuam como agentes informativos, ativistas e acompanham de perto as transformações do setor canábico.
O mercado de cannabis medicinal no Brasil vem ganhando tração e apresenta sinais consistentes de amadurecimento. Segundo dados da Euromonitor International, empresa de pesquisa, as vendas legais do produto aumentaram 85% em 2024, colocando o país entre os dez maiores mercados do mundo no segmento.
Contudo, esse crescimento expressivo reacende o debate sobre a necessidade de um marco regulatório mais amplo. Para muitos, é preciso um debate que vá além do uso medicinal e contemple outras aplicações da planta.
Especialistas do setor avaliam que a regulamentação e a profissionalização da cadeia produtiva são passos essenciais para garantir um desenvolvimento sustentável, seguro e alinhado com as boas práticas internacionais.
Para Fernando Costa, CEO da Bem Bolado, empresa com longa trajetória no universo da cultura canábica e tabacaria no país, o momento exige responsabilidade e diálogo.
“Estamos diante de uma mudança estrutural. O crescimento do uso medicinal é apenas a ponta do iceberg. O Brasil precisa discutir a regulação de forma mais ampla, com foco na segurança do consumidor, na redução dos danos do mercado informal e no aproveitamento do potencial econômico da cadeia da cannabis”, destaca.
Segundo Costa, embora os avanços na área medicinal sejam relevantes, o consumo recreativo, ainda não regulamentado, segue predominante.
Estimativas apontam que o mercado informal movimenta cerca de R$9,5 bilhões por ano, atingindo aproximadamente 4,9 milhões de usuários.
Dessa forma, para ele, a ausência de uma legislação clara representa riscos à saúde pública, à economia e ao controle de qualidade dos produtos comercializados de forma clandestina.
Outro ponto que impulsiona o debate é a transformação do perfil do consumidor brasileiro. Para o CEO da Bem Bolado,o público está cada vez mais informado e consciente.
“O consumidor está mais informado, o mercado de cannabis mais preparado, e o debate deixou de ser tabu. O momento é propício para construir um modelo regulatório que respeite a diversidade cultural da cannabis no Brasil e promova inclusão produtiva”, reforça Costa.
A discussão sobre a regulamentação da cannabis no país encontra eco em diversas frentes como saúde, economia, segurança e inclusão social.
Por causa disso, Costa acrescenta que o contexto atual é visto como uma oportunidade estratégica para o Brasil avançar na estruturação de uma indústria legal, segura e conectada às tendências globais, com benefícios diretos para consumidores, empreendedores e para o poder público.
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Tainara Cavalcante
Jornalista pela Fapcom (Faculdade Paulus de Comunicação) e pós graduada na FAAP (Fundação Armando Alves Penteado) em Jornalismo Digital, atua como produtora de conteúdo no Cannalize, Dr. Cannabis e Cannect. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.
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