• 17 de abril de 2021

Dronabinol: o que é, como funciona e qual a diferença do THC

 Dronabinol: o que é, como funciona e qual a diferença do THC

Também conhecido como Marinol, o medicamento é feito com canabinoides sintéticos e usado para tratar náuseas e anorexia.

Se você nunca ouviu falar do Dronabinol, talvez já tenha ouvido sobre o Marinol. Este último é apenas um nome comercial, mas é a mesma coisa.

Trata-se de uma versão sintética do tetra-tetraidrocanabinol (THC), feita em laboratório, para substituir o canabinoide natural encontrado na planta.

Se você ainda é novo no assunto, precisa saber que a cannabis sativa tem uma porção do que chamamos de canabinoides, como o canabidiol (CBD). Este eu aposto que você já conhece.

O nosso organismo também produz essas substâncias, que ajudam a regular várias funções do organismo, como fome, humor, sono, sistema imunológico e por aí vai.

É por isso que a cannabis pode ajudar em tantas doenças. No nosso corpo, os canabinoides externos funcionam de maneira semelhante aos nossos, e servem como uma espécie de reforço.

Sobre o do THC natural

O tetrahidrocanabinol é uma substância da planta que gera os efeitos alucinógenos. No entanto, apesar de ser estigmatizado, ele também tem propriedades medicinais. Estudos têm mostrado que o componente serve até para tratar Alzheimer.

Ele tem o poder de se conectar diretamente aos receptores de canabinoides encontrados no cérebro e no Sistema Nervoso central, ajudando assim, na raiz do problema.

É por isso que remédios à base de cannabis geralmente são usados no Brasil quando nenhum outro tratamento funciona.

Ele também serve para o tratamento de Dores Crônicas, Esclerose Múltipla e várias outras condições.  Inclusive as tratadas pelo Dronabinol.

Para que serve o Dronabinol?

Mais conhecido pelo seu nome comercial, o Dronabinol (ou Marinol) é usado para prevenir as náuseas e vômitos, que podem ocorrer após o tratamento com medicamentos usados contra cânceres malignos.

No entanto, como dito acima, ele geralmente só é usado apenas quando outros tipos de medicamentos para náuseas e vômitos não funcionam, embora a sua função emética é encontrada na maioria dos componentes da planta.

O Dronabinol também é bastante utilizado para aumentar o apetite em pacientes com a síndrome da imunodeficiência adquirida, a famosa AIDS.

Como acima, o medicamento também pode ser indicado para o tratamento de anorexia, pois estimula a fome.

Efeitos colaterais

Como a maioria dos remédios, o Dronabinol também tem efeitos colaterais. Eles podem ser leves ou graves e podem variar de acordo com cada pessoa.

  •         Palpitações
  •         Taquicardia
  •         Vasodilatação / rubor facial
  •         Dor abdominal
  •         Náusea
  •         Vômito
  •         Nervosismo
  •         Confusão
  •         Despersonalização
  •         Tontura
  •         Euforia
  •         Sonolência

Como comprar

Como em vários remédios à base da cannabis, o Dronabinol precisa ser importado, embora seja difícil achar importadoras que trabalhem com o produto.

 Mas é preciso lembrar que importação também segue uma série de restrições, como uma autorização da  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), receita médica, e termo de responsabilidade.

Entenda mais sobre importações aqui.

Em 2015 a farmacêutica Lanza Pharma até anunciou que traria o produto sintético para o Brasil, mas o tempo passou e não se ouviu mais notícias.

Ao que parece, como em outros remédios à base da planta, ele pode ser levado à justiça para o custeamento pelo governo.

Em 2002 um juiz da cidade de Santos, no litoral paulista, obrigou o município a fornecer o Marinol para uma paciente com AIDS.

A resolução sobre o remédio foi feita em 2000, o Dronabidiol foi classificado entre a lista de substâncias controladas pela ANVISA.

Qual a diferença do canabidiol sintético e o natural?

A cannabis é carregada de estigmas até hoje. Tanto que as suas propriedades medicinais só começaram a ser difundidas há pouco tempo.

 Praticamente não há nenhuma diferença entre o THC sintético e o natural. Exceto que a forma sintética é modificada em laboratório para poder ser patenteada.

Geralmente a explicação básica para isso é o intuito de fornecer às pessoas o melhor medicamento possível, mas muitas vezes destacando uma fonte de receita anteriormente inexplorada.

Esse método é uma maneira econômica de mover algo da medicina vegetal, onde não pode ser patenteado, para a medicina farmacêutica que pode.

Alerta a canabinoides sintéticos

Os canabinoides feitos em laboratórios são classificados entre legais e ilegais. Os ilícitos são vendidos geralmente no mercado negro para usar de maneira recreativa e podem ser letais.

Segundo estatísticas, desde 2015 houve cerca de 20 mortes devido ao uso de canabinóides sintéticos.

O Marinol, por exemplo, está na categoria de antieméticos, que tem registrado cerca de 200 mortes, além de aparecer na categoria aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) com quatro mortes próprias.

No entanto, não há qualquer relato ou evidência de que a cannabis natural, tanto na forma medicinal ou recreativa, possa causar algum tipo de overdose.

 

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Tainara Cavalcante

Jornalista e produtora de conteúdo no Cannalize. Amante de literatura, fotografia e conteúdo de qualidade.

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