• 30 de julho de 2021

Com a ajuda de óleo de cannabis e muito amor, cuidadora controla doença e abre abrigo para animais idosos

 Com a ajuda de óleo de cannabis e muito amor, cuidadora controla doença e abre abrigo para animais idosos

Maggie Flemming Animal Hospice. Owner Alexis Flemming with Beryl she takes in dogs and animals that have been abandoned and have terminal illness which means they could be put down or die alone in shelters. Pic Trevor Martin

Alexis Fleming, uma escritora de 40 anos que vive na Escócia. Após controlar sua doença com óleo de cannabis se tornou a fundadora do primeiro abrigo do mundo especializado em receber animais idosos.


Em uma parte da Escócia, Alexis Fleming e sua tripulação de cães, ovelhas, porcos e pássaros estão curtindo uma vida boa.

Embora tenha quase 100 animais no lugar, esse lugar é tranquilo, confortável e alegre, apesar do fato de que a morte se aproxima todos os meses.

Fleming administra o primeiro asilo de animais do mundo, um lugar onde os animais, principalmente aqueles que sofreram maus tratos e brutalidade nas mãos de seus antigos donos, podem viver seus últimos dias em paz nas palavras de Fleming “tendo uma boa morte’’.

“Se aceitamos a vida, então temos que aceitar a morte. É algo inevitável, e pode realmente ser algo lindo. Isso vai acontecer, e todos temos dentro de nós que tornar a morte de alguém uma coisa adorável. É uma dádiva poder fazer isso, para que seja encarado como dignidade e aceitação’’ , diz Fleming que abriu o Maggie Fleming Animal Hospice em homenagem a sua amada cadela, Maggie.

                       

“Eu tive que mudar toda a minha vida, mas era exatamente o que eu tinha que fazer. Nunca foi um debate ou dúvida ”, diz Fleming, em seu livro, que proporcionou a Maggie um lar seguro e feliz. A cadela também apoiou sua nova nova dona enquanto  lutava contra uma doença crônica.

Então, mesmo já preparada e otimista, a escritora ficou de coração partido quando Maggie morreu de câncer no pulmão na mesa de cirurgia de um veterinário, sete anos depois.

Como a cannabis ganhou espaço nessa história?

Além da perda da sua querida Maggie, a cuidadora tem uma história própria de abandono, dor e morte.

Ela passou parte da vida sem teto, dormindo em albergues ou no carro velho, que surpreendentemente ainda funciona. E como se já não bastasse, há cinco anos, ela foi diagnosticada com a Doença de Crohn (uma doença autoimune do trato intestinal que causa ulcerações e inflamações no órgão)

Seu quadro era grave e os médicos deram apenas seis semanas de vida para Fleming. Foi uma batalha difícil. A doença não foi superada, mas está controlada.

A cuidadora decidiu abandonar a medicação comum, porque isso a impedia de fazer qualquer atividade. Os medicamentos até aliviavam a dor, mas comprometiam ainda mais o sistema imunológico.

Depois de muito sofrimento e pesquisas, Alexis passou a usar óleo de cannabis, como uma última aposta (que fez por conta própria).

Na consulta médica seguinte, para espanto do médico, o quadro havia se alterado. O intestino estava funcionando regularmente, apenas com cicatrizes nos locais dos antigos ferimentos.

Na época, ela precisava ocupar o tempo com alguma coisa útil e significativa. Ela começou a pensar em cuidar de cachorros, mas antes que pudesse fazer planos concretos, foi quando Maggie surgiu na sua vida.

Com esta história podemos ver que o amor dessa mulher pelos seus filhos de quatro patas e o uso de uma planta com poderes medicinais deram a ela uma nova perspectiva de vida e felicidade, mesmo que seu passado tenha sido contraditório e complicado.

Referências

  • Scotsman
    Mirror Co Uk
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Bruno Oliveira

Tradutor e produtor de conteúdo do site Cannalize, apaixonado por música, fotografia, esportes radicais e culturas.

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